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terça-feira, 22 de abril de 2014

LITURGIA DO TEMPO PASCAL

Tempo Pascal: os cinquenta dias entre o Domingo da Ressurreição e o Domingo de Pentecostes sejam celebrados com alegria e exultação, como se fossem um só dia de festa, ou melhor, “como um grande Domingo” (Santo Atanásio; conforme NALC 22).

Os Domingos deste tempo sejam tidos como Domingos da Páscoa e, depois do Domingo da Ressurreição, sejam chamados 2º, 3º, 4º, 5º, 6º e 7º Domingos da Páscoa. Os oito primeiros dias do Tempo Pascal formam a Oitava da Páscoa e são celebrados como solenidades do Senhor (NALC 24). O oitavo dia é constituído pelo domingo seguinte a Páscoa. A oitava da Páscoa tem precedência sobre quaisquer outras celebrações.


Qualquer solenidade que coincida com um dos domingos da Páscoa tem sua celebração antecipada para o sábado; se, porém, ocorrer durante a oitava da Páscoa, fica transferida para o primeiro dia livre que se seguir a oitava. As festas celebram-se segundo a data do calendário; quando ocorrerem em domingo do Tempo Pascal, omitem-se nesse ano.

Diz-se o Glória durante a Oitava da Páscoa, nas solenidades e festas, já o Credo só nas solenidades. 



O Círio Pascal permanece junto ao altar por todo o Tempo Pascal, isto é, da noite de Páscoa ao Domingo de Pentecostes, e acende-se em todas as Missas dominicais.

O Domingo de Pentecostes encerra este tempo sagrado de cinquenta dias (NALC 23). No Brasil, celebra-se no 7º Domingo da Páscoa e após a solenidade da Ascensão do Senhor.




Cor Litúrgica: BRANCO - Simboliza a alegria cristã e o Cristo vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc... Nas grandes solenidades, pode ser substituída pelo amarelo ou, mais especificamente, o dourado.
  • 1º Domingo- Páscoa
  • Oitava da Páscoa - 1ªsemana que procede a Páscoa
  • 2º Domingo da Páscoa: Domingo da Divina Misericórdia
  • 3º Domingo da Páscoa-Reconheceram-no ao partir o pão
  • 4º Domingo da Páscoa: Dia do Bom Pastor, e Dia mundial de orações pelas Vocações
  • 5º Domingo da Páscoa- Eu sou o caminho, a verdade e a vida
  • 6º Domingo da Páscoa-Eu pedirei ao Pai um novo Paráclito
  • 7º Domingo-Solenidade da Ascensão do Senhor - No Brasil, é o domingo que celebra a subida do Senhor ao céu, quarenta dias após a ressurreição (Cf. At 1,1-3). A data certa da solenidade seria na quinta-feira precedente, mas, como no Brasil não é feriado, transferiu-se então tal comemoração para o domingo seguinte, ocupando, pois, tal solenidade o lugar do 7º Domingo da Páscoa. 


*8º Domingo- Solenidade de Pentecostes - Como sabemos, Pentecostes é o coroamento de todo o ciclo da Páscoa.

É a solenidade que celebramos após 50 dias da ressurreição.
Marca o início solene da vida da Igreja (Cf. At 2,1-41), não o seu nascimento, pois este se dá, misteriosamente, na Sexta-Feira Santa, do lado do Cristo Crucificado, como sua esposa imaculada. 

Pentecostes, como já foi dito, coroa a obra da redenção, pois nela Cristo cumpre a promessa feita aos apóstolos, segundo a qual enviaria o Espírito Santo Consolador, para os confirmar e os fortalecer na missão apostólica. 

A vinda do Espírito Santo, no episódio bíblico de At 2,1-4, deve ser entendida em dimensão também eclesiológica, ou seja, como ação estendida a toda a Igreja, no desejo do Pai e do Filho. 

Com Pentecostes encerra-se, pois, o ciclo da Páscoa. *No domingo após Pentecostes celebra-se a Santíssima Trindade e na 5ª-feira desta semana, a Solenidade de Corpus Christi.




    TEMPO COMUM

    Por "Tempo Comum", devemos entender aquele longo período, que se encontra entre os ciclos do Natal e da Páscoa. Na prática são 33 ou 34 semanas.
    Começa esse tempo litúrgico na segunda-feira após a Festa do Batismo do Senhor, ou na terça-feira, quando a Epifania é celebrada no dia 7 ou 8 de janeiro, hipótese em que o Batismo do Senhor é celebrado então na segunda-feira. Na terça-feira de Carnaval, o Tempo Comum se interrompe, reiniciando-se na segunda-feira depois do Domingo de Pentecostes e prolongando-se até o sábado que precede o primeiro Domingo do Advento.
    *******************************

    O SENHOR RESSUSCITOU, ALELUIA!

     Cristo ressuscita nos que andam à procura;


    Cristo ressuscita nos que vivem os acontecimentos à luz da Escritura; Cristo ressuscita nos que acolhem e nos que servem; 
    Cristo ressuscita nos que sabem partir o pão.

    Pela caridade os cristãos se apresentam no mundo como chagas do Cristo ressuscitado, no qual o homem, a exemplo de Tomé, 



    poderá perceber e apalpar o amor de Cristo e n'Ele crer; 
    e, acreditando, tenha a vida eterna. 
    Cada cristão é convidado para se tornar presença do Cristo ressuscitado entre os irmãos, de tal sorte que os homens reconheçam Sua face na caridade do irmão.


    Soltemos o nosso grito: ALELUIA!

     
    Pois Cristo ressuscitou 
    e nos deu vida nova. 
    Este é um canto litúrgico muito antigo, que se reza em todas as grandes solenidades de nossa fé, cantemos 
    os louvores do Senhor.

    No tempo que vivemos após a Páscoa é o momento de experimentarmos o Cristo Ressuscitado em nossa vida diária e, para relembrarmos:


    Páscoa é passagem para uma situação melhor, da morte para vida, do pecado para graça, da escravidão para liberdade, baseado não em nossas forças, mas na fé em Jesus Cristo. 
    Páscoa se dá não só no rito da Liturgia; deve acontecer em cada instante da vida do homem em busca da terra prometida, 
    da vida nova da felicidade. 


    Temos cinquenta dias na presença do Ressuscitado nos preparando para receber o Espírito Santo prometido.Jesus se dá a conhecer. 
    Ele ressuscita lá onde existe acolhimento, 
    lá onde se presta serviço ao próximo.
    Podemos dizer que Cristo ressuscita lá onde se vive 
    o novo mandamento do amor, da caridade.





Adaptado de:
http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11816#.U1XL7fnRPRt

http://www.catolicoscomjesus.com/2014/04/liturgia-diaria-comentada-27042014-2.html

http://www.npdbrasil.com.br/religiao/ano_liturgico.htm

quinta-feira, 10 de abril de 2014

ATIVIDADES DE PÁSCOA







 LEMBRANCINHA DE PÁSCOA






 

MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES



 





SE VOCÊ NÃO CONSEGUIR IMPRIMIR, EU TE ENVIO POR EMAIL: marisa.afn@gmail.com

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Corpus Christi- O PÃO EUCARÍSTICO

O Amor que se oferece na Eucaristia
 É característico na Festa de Corpus Christi a gente se recordar, isto é, trazer de volta ao coração as cenas da Instituição Eucarística. É fascinante saber que ali no dom do Pão Eucarístico está nos reservado o tesouro e os mistério da Salvação, nos trazendo a lembrança de que o pão significa tudo aquilo de que temos fome.Temos fome de amor, de cuidado, de afeto, em uma palavra: de plenitude.Essa relação do pão com a fome nos ajuda a compreender o porquê de Jesus ser o cumprimento da promessa quando Ele se distingue do maná que os israelitas comeram no deserto:
’’Em verdade, vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu, mas o meu Pai é quem vos dá o verdadeiro Pão, porque o Pão de Deus é o pão que desce do céu e dá vida ao mundo. 
Eu sou o Pão da Vida!
Aquele que vem a mim não terá fome, pois o pão que Eu Vos dou é a minha carne para a salvação do mundo” (Jo 6, 32-33; 35; 51)
Em pleno deserto, o Cristo afirma que pode nos alimentar. 
No deserto do vazio interior, no deserto dos sentimentos, 
nos desertos mais secretos e escondidos da condição humana... 
São nestes desertos que Jesus se faz alimento a nos nutrir e nos permitir a ir em frente. 
Faz-se alimento, porque refeição é devolução, é restituição daquilo que perdemos.Alimentamo-nos diariamente para devolver ao corpo aquilo que lhe foi subtraído e perdido. Cada refeição é lugar e oportunidade de se restituir. 
A refeição é tão redentora que alguns encontros de Jesus se deu no seu desejo de sentar-se à mesa com aqueles que precisavam ter a Vida Plena devolvida. O prato principal não era material, mas sim a Vida!
 Neste sentido de saborear a refeição como devolução, encontramos Jesus que salva Zaqueu e toda sua família (Lc 19, 1-10); em Betânia Ele entra na história de Simão, o Leproso (Mc 14, 3), e finalmente com os discípulos na Última Ceia, Ele se senta à mesa para fazer refeição com seus amigos. 

Interessante é que nas duas primeiras refeições, o Mestre lhes ensina que quando nos sentamos à mesa, não nos alimentamos tão somente do que está posto sobre ela, mas sobretudo de quem se serve dela. Alimentamo-nos do olhar, do amor, dos gestos, do afeto, e de tudo o que o outro significa. O outro nos nutre, nos devolve, nos restitui... 
Por isso é edificante nos sentarmos à mesa e fazermos juntos a refeição cotidiana!
’’Comer e beber juntos significa estarmos comprometidos. O banquete não é lugar para saciar somente a fome do corpo, mas também a fome da alma. Ao estar com os que amo para me alimentar, de alguma forma eu os trago para dentro de mim. ’’ 
Com os discípulos o significado da refeição fica mais claro e ganha um sentido mais redentor, pois ali a Salvação acontece. 
O mestre se senta à mesa e torna-se a refeição na qual 
todos os convidados se alimentariam.Em Jesus, os desertos da história daqueles discípulos dão lugar à vida nova. No Cristo, o Verdadeiro Amor se traduz, e faz o Pão se transformar em Seu Corpo e o Vinho em Seu Sangue.
E como se não bastasse, Ele revela que o seu Amor 
é mais revelador do que muitas palavras quando Ele estende 
o Sacrifício Eucarístico até o Sacrifício do Calvário. 
Jesus identifica o pão que reparte, 
com a carne que Ele dá para a vida do mundo. 
Ele vem a ser o Pão que nos alimenta 
precisamente quando está na cruz. 

De fato é o Amor que faz do Cristo pão para nós. Assim, o Pão na Eucaristia passa a ser o Sacramento do Amor que na Cruz Ele dirigiu até o fim. Portanto, ao comer esse Amor 
que se tornou Corpo no Pão Eucarístico, percebemos que o próprio Jesus é o Pão que sacia nossa fome,nos trazendo a certeza de que só conseguimos suportar a travessia dos desertos se segurarmos as mãos desse Amor que se oferece na Eucaristia de cada missa celebrada.

Felizes são os convidados para este Banquete!

terça-feira, 9 de abril de 2013

PRECE A CRISTO RESSUSCITADO


Jesus Cristo Ressuscitado,

que rompes as cadeias da morte
e estás acima das categorias do tempo e espaço,
ensina-nos que morrer não é o fim,
mas passagem para a vida eterna.

Aumenta nossa fé, 
fortalece nossa esperança
e incentiva-nos à pratica da caridade.






Tu, que aos apóstolos reunidos no cenáculo
ofereces o dom da paz, 
vem visitar nossos lares,
afasta de nós todo o tipo de vícios,
falta de respeito e violência,
e ajuda-nos a manter um clima
de compreensão e diálogo renovador.


Abençoa, Senhor Jesus,
as famílias do mundo inteiro.


Cuida de nossas crianças 
e de nossos jovens,
move os governantes a defender os interesses do povo,
criando mais empregos 
e melhores condições
de saúde e segurança.




Que todos nós,
seguidores do Cristo Ressuscitado,

possamos unir nossas forças e inteligência
para a construção de uma sociedade mais fraterna,
em que todos vivam como irmãos e amigos.



Acolhe nossa prece, ó Cristo Ressuscitado,

Tu que vives com o Pai na unidade do Espirito Santo. 

Amém!


Adaptado de:

PÁSCOA:"O Senhor venceu o pecado e a morte!"


 ...DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO


É sempre bom lembrarmos que a Páscoa cristã teve a sua origem no judaísmo: ainda é uma festa celebrada solenemente pelos judeus, comemorando a passagem deste povo pelo Mar Vermelho, deixando atrás de si séculos de escravidão.






A dramática noite de saída das terras do Egito em direção à Terra Prometida é celebrada até hoje pelo povo da Antiga Aliança.



Nosso Senhor Jesus Cristo celebrou muitas vezes esta Festa judaica. Sua última e derradeira Páscoa,

Ele a quis celebrar com seus Apóstolos, no Cenáculo.







Foi exatamente nesta celebração, que deixou-nos instituída a Sagrada Eucaristia, alimento especial, Maná da vida eterna.



Portanto, a Páscoa cristã enraíza-se naquela 
que os judeus celebravam, no sentido de ter nela 
uma imagem de sua realidade: 
nós cristãos,na Páscoa, celebramos a passagem de Jesus Cristo, 
Nosso Senhor, da morte para a vida, 
ou seja, a vitória definitiva da 
Graça de Deus sobre o pecado. 




As trevas do pecado são destruídas pela luminosa Luz que é o Cristo Ressuscitado. “Com sua morte, Ele destruiu a morte e com Sua Ressurreição, deu-nos a vida”.









Assim, a celebração pascal e o decorrente tempo pascal são vividos com profunda alegria.
A mensagem que a Igreja proclama nestes dias é a mensagem da alegria, da esperança: 











O Senhor venceu o pecado e a morte.
Exultemos de alegria!
Cristo ressuscitou!









Pelo Batismo, cada um de nós começa a ter participação neste processo salvífico de passagem da morte para a vida definitiva. 
Nas águas batismais, encontramos a fonte da regeneração 
para a vida eterna.




Aí, recebemos um novo destino: 
a felicidade eterna 
com Deus, no céu. 

 Esta graça deve-se à entrega generosa de Cristo na cruz 
e à sua vitória sobre o pecado e a morte.





Esta é a grande notícia que a Igreja proclama na Páscoa:
Cristo está vivo!





Como nos diz São Paulo, na Carta aos Coríntios: “Ele apareceu para mais de quinhentos irmãos”. 








É o testemunho de São Paulo, que hoje se faz atual, e que produz esta alegria tão grande entre nós.
Este testemunho ainda tão vivo, no passado, levou muitos de nossos primeiros irmãos na fé a anunciarem o Evangelho de Cristo em um mundo pagão.

Hoje somos nós os que somos chamados a anunciar com nossa vida, com nosso amor a Cristo, com nossa participação na Igreja de Cristo esta alegre notícia pascal.
Nosso Senhor garantiu isto à sua Igreja: 
“Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”.






Cristo venceu a morte. 
Ele está vivo no meio de nós!!!




Adaptado de:

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A espiritualidade da lâmpada- "Jesus Cristo, a luz do mundo"


  “FAÇA-SE A LUZ!”

Para fortalecer nossa espiritualidade segue uma sugestão 
para vocês realizarem na Pastoral 
Catequética de sua Paróquia:


Antes mesmo que se inventasse 

a roda, a humanidade 

inventou a lâmpada. 

Durante milênios as pessoas utilizaram lamparinas de barro ou metal abastecidas com azeite de oliva,
para afugentar a escuridão da noite. 
E por quê? 




Porque a vida precisa de luz!
 Mesmo os animais que habitam as profundezas dos oceanos, 
aonde não chega a luz solar, 
produzem a sua própria luminosidade para sobreviver; 
encontrar alimentos, afugentar predadores, 
encontrar os irmãos da mesma espécie.

 A luz encontra-se tão ligada à origem da vida 
que o autor do primeiro capitulo do Gênesis sabiamente 
a colocou como a primeira criatura de Deus: 
“Faça-se a luz!”(Gn 1,3). 

Todos os seres vivos existem não para as trevas, 
mas para a luz.



Com a humanidade acontece 
o mesmo. O domínio da tecnologia do fogo foi 
decisivo para que o homem descobrisse como moldar a natureza e sobreviver à noite. Antes disso, a noite era 
a hora da morte, em sobrevinham as feras, 
os ladrões e assassinos.



Por isso, a lâmpada adquiriu também um importante 
significado simbólico de proteção, segurança, orientação, vida. 

Logo as lâmpadas dos candelabros passaram a fazer parte 

dos rituais sagrados das mais diversas religiões.
Para o povo de Israel, a lâmpada possui um significado 
todo particular: lembra nada menos que a Páscoa,
a libertação do Egito, o acontecimento central da fé dos judeus.

Quando saíram da terra da escravidão, os israelitas foram,
guiados por uma coluna luminosa que era a própria
presença do Senhor no meio deles (cf. Ex 13, 21s).

Por isso a celebração judaica do Sábado (Shabbat)
inicia-se com o acender as luzes da casa. 
Essa tradição foi incorporada pelos cristãos à cerimônia 
da Vigília Pascal, em que se abençoa o fogo
e se acende o círio, sinal do Cristo Ressuscitado.

Na Bíblia, a palavra hebraica nir significa,
ao mesmo tempo, “luz” e “lâmpada”.

Esse dado é interessante porque nos faz ver que,
para a mentalidade israelita, é realmente importante,
sobretudo quando ela falta, ou seja, à noite
quando é preciso manter as lâmpadas acesas.
A função da luz é afugentar a treva, 
onde existe morte, medo, desorientações.

Viver na luz, em sentido bíblico e místico,
é viver na presença de Deus, 
viver em constante Páscoa, permitindo
que o Senhor afugente com seu poder
as trevas de nossas escravidões pessoais e sociais.
A luz de Deus é sempre luz de lâmpada, luz que transforma, 
luz feita para eliminar a noite do pecado, da maldade, da morte.






“Tua palavra é lâmpada para meus pés e luz para o meu caminho!” (Sl 119,105)



Para viver na liberdade adquirida na Páscoa, 
Deus presenteou o seu povo
 com a sua palavra. 



Escutar a Palavra e colocá-la em prática é o centro 
da vida religiosa de Israel; 

“Ouve, oh, Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor! 
Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, 
com toda a tua alma e com todas as tuas forças. 
E trarás gravadas no teu coração todas estas palavras 
que hoje te ordeno” (Dt 6,4-6)


A palavra de Deus torna-se para o povo da aliança 
a nova coluna luminosa que aponta a direção da liberdade: 


“O mandamento do Senhor é brilhante, 
para os olhos é uma luz!”(Sl 19,9)


Para viver na luz, é necessário ouvir a Palavra,
meditá-la, praticá-la, transmiti-la.

Ela é a lâmpada que permite ao povo de Deus perseverar
 no caminho da fidelidade à aliança com Javé:


“Tua Palavra é uma lâmpada para os meus pés 
e uma luz para o meu caminho” (Sl 119,105).

Do contrário, sem ouvir a Palavra,
 Israel retorna à sua escravidão podendo praticar
desumanidades piores do que as que sofria sob o jugo dos egípcios.
Entra aí o papel dos profetas, por meio dos quais Deus continuamente convida seu povo a sair das trevas
deixando-se guiar pela luz da Palavra:

“O povo que andava nas trevas viu uma grande luz.
Para os que habitavam nas sombras da morte 
uma luz resplandeceu!”(Is 9,1)

Para os cristãos essa “grande luz” resplandecente
para toda a humanidade é Jesus Cristo, a luz do mundo:


“Eu sou a luz do mundo!” (Jo 8,12)


Jesus Cristo
é a Palavra do Pai:
Palavra por meio da qual
foi criado o mundo.
Palavra que foi dada
como lâmpada a Israel.
Palavra sempre renovada
na boca dos profetas.




Nessa Palavra eterna, 

“estava a vida e a vida era a luz dos homens. 
Essa luz brilha nas trevas, 
e as trevas não conseguirão apagá-la” (Jo 1, 4-5)

Quando chegou o tempo oportuno, essa
“Palavra se fez homem e habitou entre nós” (Jo 1,14),

na pessoa do jovem carpinteiro de Nazaré.
Seu jeito revolucionariamente amoroso de viver, resgatando
a todos os que foram jogados nos porões do mundo
-doentes, prostitutas, pecadores, crianças, pobres, ricos, etc.-

relativizando as hipocrisias religiosas de sua época,
ensinando de modo simples a vontade do Pai,
era nada menos que a Palavra eterna de Deus viva
no meio dos homens, a luz brilhando intensa 
e incomodamente no meio das trevas.
As trevas tentaram apagá-la na noite da cruz. 
Mas a vida brilhou para sempre 


na manhã sem fim da ressurreição!


Cristo é a Lâmpada do Pai, o farol da humanidade, 
“o Sol nascente que nos veio visitar, lá do alto, 
como luz resplandecente, para iluminar os que 
vivem nas trevas e nas sombras da morte” (Lc 1,78). 

É Ele o astro que aquece e ilumina o povo de Deus 
como diz o autor do Apocalipse a respeito da Nova Jerusalém: 

“A Cidade não precisa do sol nem da luz para ficar iluminada, pois a glória de Deus a ilumina e a lâmpada é o Cordeiro” (Ap 21,23)


“Você é a luz do mundo!” (Mt 5,14)





Seguir Jesus é ouvir e viver a Palavra tornada gente 
no seu modo de viver: 

“Eu sou a luz do mundo. 
Quem me segue não andará 
nas trevas, mas terá 
a luz da vida” (Jo 8,12). 






O discípulo de Jesus, no desejo de assemelhar-se ao Mestre 
também se torna lâmpada, luz para transformar o mundo: 

“Você são a luz do mundo!
Ninguém acende uma lâmpada para colocá-la debaixo 
de uma vasilha, e sim para colocá-la no candeeiro, 
onde ela brilha para todos os que estão na casa. 
Assim a luz de vocês brilhe diante dos homens para 
que eles vejam as boas obras que vocês fazem 
e louvem o Pai que está nos céus!” (Mt 5,15-16)

Viver na luz é belo, mas não é fácil.
Também o escuro tem os seus atrativos e seduções.
Às escuras é que se fazem as coisas escondidas,
longe do julgamento alheio.

No escuro, podemos atender os nossos desejos mais
imediatos sem sermos incriminados por ninguém.

Viver nas trevas é bastante cômodo 
e instantaneamente prazeroso. 
É viver como se, pelo menos por um momento, 
Deus, não existisse. 

É viver como se não existisse a verdade, 
a justiça ou a ética. 
Viver nas trevas é tentar esconder-se de Deus, 
como o homem e a mulher no paraíso, 
após terem comido o fruto proibido. (cf. Gn 3,8)

Mas o homem e a mulher não conseguem se esconder de Deus, porque não conseguem esconder-se de si mesmo. 
O ser humano nasceu para a luz- sua alma é luz, 
sua consciência é luz, sua razão é luz que busca a verdade 
e a clareza nas coisas: 

“O espírito do ser humano é uma lâmpada de Javé, 
que sonda as profundezas do ser” (Pr 20,27).



Nossa vocação mais que viver na luz, é sermos luz.

Não uma luz inútil, acesa durante o dia, 
mas uma lâmpada que 
– assim como nosso Senhor Jesus Cristo - 
arde onde as trevas precisam ser afugentadas, 
onde a vida se encontra ameaçada, onde há pessoas 
tratadas como coisas, onde a verdade se encontra distorcida, 
onde a alegria desapareceu, onde o ódio pisoteou o amor. 

“Onde houver trevas que eu leve a luz” (São Francisco de Assis).







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