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sábado, 9 de novembro de 2013

SOBRE O NATAL....




Universal, abrangente, calorosa ­ assim é a festa de Natal, que envolve a todos. 
Uma das mais coloridas celebrações da humanidade, é uma grande festa da cristandade, da civilização surgida do cristianismo no Ocidente. 
Época em que toda a fantasia é permitida. Não há quem consiga ignorar a data por mais que conteste a importação norte-americana nos simbolismos: neve, Papai Noel vestido com roupa de lã e botas, castanhas, trenós, renas. 



Até os anti-natalinos acabam em concessões, um presentinho aqui, outro acolá. Uma estrelinha de belém na porta de casa, uma luzinha, um mimo para marcar a celebração da vida, que é o autêntico sentido da festa. Independente do consumismo, tão marcante, o Natal mantém símbolos sagrados do dom, do mistério e da gratuidade. 





Na origem, as comemorações festivas do ciclo natalino vêm da distante Idade Média, quando a Igreja Católica introduziu o Natal em substituição a uma festa mais antiga do Império Romano, a festa do deus Mitra, que anunciava a volta do Sol em pleno inverno do Hemisfério Norte. A adoração a Mitra, divindade persa que se aliou ao sol para obter calor e luz em benefício das plantas, foi introduzida em Roma no último século antes de Cristo, tornando-se uma das religiões mais populares do Império.
A data conhecida pelos primeiros cristãos foi fixada pelo Papa Júlio 1º para o nascimento de Jesus Cristo como uma forma de atrair o interesse da população. Pouco a pouco o sentido cristão modelou e reinterpretou o Natal na forma e intenção. 





Conta a lenda que São Francisco de Assis, querendo comemorar de maneira condigna o nascimento de Jesus, no ano de 1223, entendeu de fazer uma representação do maior acontecimento da Cristandade. Obteve licença do Papa e fez transportar para uma gruta um boi, um jumento e uma manjedoura, colocando o menino Jesus sobre a palha, ladeado pelas imagens de Nossa senhora e São José. 
Dentro dessa gruta, celebrou uma missa, assistida por um grande número de frades e camponesas das redondezas. Durante o sermão, pronunciou as palavras do Evangelho: "colocou-o num presépio, apareceu-lhe nos braços um menino todo iluminado", e a partir daí, a representação dos presépios tornou-se comum e espalhou-se por todo o mundo.




Simbologia

Desde a sua origem, o Natal é carregado de magia. Gritos, cantigas, forma rudimentar do culto, um rito de cunho teatral, o drama litúrgico ou religioso medieval ganha modificações no decorrer dos séculos. Dos templos, a teatralização ganha praças, largos, ruas e vielas, carros ambulantes, autos sacramentais e natalinos. Os dignatários da Igreja promoviam espetáculos. Na evolução da história está a compreensão de todos os símbolos de Natal.



Árvore - Representa a vida renovada, o nascimento de Jesus. O pinheiro foi escolhido por suas folhas sempre verdes, cheias de vida. Essa tradição surgiu na Alemanha, no século 16. As famílias germânicas enfeitavam suas árvores com papel colorido, frutas e doces. Somente no século 19, com a vinda dos imigrantes à América, é que o costume espalhou-se pelo mundo.

Presentes - Simbolizam as ofertas dos três reis magos. Hábito anterior ao nascimento de Cristo. Os romanos celebrava a Saturnália em 17 de dezembro com troca de presentes. O Ano Novo romano tinha distribuição de mimos para crianças pobres.





Velas - Representam a boa vontade. No passado europeu, apareciam nas janelas, indicando que os moradores estavam receptivos.




Estrela - No topo do pinheiro, representa a esperança dos reis-magos em encontrar o filho de Deus. A estrela guia os orientou até
o estábulo onde nasceu Jesus.


 


Cartões - Surgiram na Inglaterra em 1843, criados por John C. Horsley que o deu a Henry Cole, amigo que sugeriu fazer cartas rápidas para felicitar conjuntamente os familiares.







Comidas típicas - O simbolismo que o alimento farto tem na mesa, vem das sociedades antigas que passavam fome e encontravam na carne, o mais importante prato, uma forma de reverenciar a Deus.





Presépio - Reproduz o nascimento de Jesus. O primeiro a armar um presépio foi São Francisco do Assis, em 1223. As ordens religiosas se incumbiram de divulgar o presépio, a aristocracia investiu em montagens grandiosas e o povo assumiu a tarefa de continuar com o
ritual. 





O Ciclo Natalino 
* Rúbia Lóssio

O ciclo natalino inicia-se na véspera do Natal, 24 de dezembro, 
e vai até o dia de Reis, 6 de janeiro. 


Para acompanhar esse período, é preciso manter a ingenuidade 
de uma criancinha, a esperança de um amanhecer ensolarado, 
a ternura de um botão de rosas e a leveza 
de uma linda borboleta no ar. 
A emoção do povo é revelada nos folguedos natalinos 
através de sua ação dramática. 
Temos vários folguedos natalinos, como o pastoril, 
o bumba-meu-boi, a cavalhada, a chegança, 
que fazem referências à Noite de Festas e ao grande dia 
em que Jesus nasceu. 
Desses folguedos, o mais tipicamente natalino é o pastoril religioso, que tem em sua essência a temática da visitação dos pastores 
ao estábulo de Belém onde Jesus nasceu. 




* Rúbia Lóssio é vinculada ao Centro de Estudos Folclóricos Mário Souto Maior e mestre pelo Curso de Mestrado em Administração Rural e Comunicação Rural da UFRPE
http://www.arteducacao.pro.br/homenagem/Natal/natal.htm





sexta-feira, 5 de outubro de 2012

História de São Benedito- dia 5 de outubro




Dia 05 de Outubro- São Benedito

São Benedito nasceu na Sicília, 
Itália, em 1526. 
Seus pais eram descendentes 
de escravos vindos da Etiópia, 
e mais tarde libertos por seus senhores, tomando o sobrenome dos mesmos.

Sua família era pobre e o Mouro, como era chamado, foi pastor de ovelhas e lavrador. 




Aos 18 anos decidiu consagrar-se ao Senhor, mas somente 
aos 21 anos foi chamado por um monge para viver 
entre os Irmãos Eremitas de São Francisco de Assis. 
Professou os votos de pobreza, obediência e castidade.
 Andava descalço, dormia no chão sem cobertas 
e fazia muitos outros sacrifícios. 

Muitas pessoas o procuravam pedindo conselhos, 
orações e alcançavam muitas curas.

Depois de 17 anos, foi obrigado a se mudar para o Convento 
dos Capuchinhos, onde foi escalado como cozinheiro, permanecendo nesse humilde serviço até que foi eleito 
pelos seus irmãos de comunidade como superior do Mosteiro. 

Era leigo, analfabeto, mas foi eleito por sua santidade, 
prudência e sabedoria. 

Considerado iluminado pelo Espírito Santo, 
profetizou muitas vezes com incrível acerto.

Tendo concluído seu período como superior, 
retornou com humildade e naturalidade para a cozinha 
do convento, reassumindo com alegria 
as funções modestas que antes desempenhara.

Sempre que podia, São Benedito apanhava alguns alimentos 
do convento, metia-os nas dobras do burel e,
disfarçadamente, os levava aos necessitados. 

Conta-se que numa dessas ocasiões, o santo foi surpreendido 
pelo superior do convento, que perguntou: 
"Que levas aí, na dobra do teu manto, irmão Benedito ?"
E o santo respondeu: 




"Rosas, meu senhor !"


São Benedito desdobrou 
o burel franciscano e, 
em lugar dos alimentos suspeitados, apresentou 
aos olhos pasmos do superior uma braçada de rosas.



Amado de Norte a Sul do Brasil, onde o chamam 
"O Santinho Preto", São Benedito morreu 
em 4 de Abril de 1589 em Palermo, na Itália. 
O culto de São Benedito, um dos mais populares do país, 
é associado aos padecimentos do negro brasileiro.