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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

APRENDENDO A REZAR- DIREÇÃO ESPIRITUAL- VÍDEO





Como fazer para rezar? Trata-se de uma dúvida comum. 
Os próprios discípulos de Nosso Senhor pediram que Ele lhes ensinasse como fazê-lo.
Importa, antes, ter em mente que crescer na vida de oração é crescer no amor.





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segunda-feira, 2 de junho de 2014

ORAÇÃO DA AVE-MARIA- PARTE A PARTE


1 – “Ave, Maria (alegra-te, Maria).” (Lc1,28)

A saudação do anjo Gabriel abre a oração da Ave-Maria.

É o próprio Deus que, por intermédio de seu anjo, saúda Maria.

Nossa oração ousa retomar a saudação de Maria com o olhar que Deus lançou sobre sua humilde serva, alegrando-nos com a mesma alegria que Deus encontra nela.
Alguns usam Salve Maria em muitas orações, pois acham errado dizer Ave, pois era uma saudação romana, mas quando a Bíblia foi traduzida para o latim, São Jerônimo utilizou a forma romana.

Dizer Ave ou Salve, hoje , para nós não há muita diferença, já que são saudações que caíram em desuso, porém por séculos a oração ficou conhecida como Ave Maria.
2 – “Cheia de graça, o Senhor é convosco.” (Lc1,28)
As duas palavras de saudação do anjo se esclarecem mutuamente.

Maria é cheia de graça porque o Senhor está com ela. A graça com que ela é cumulada é a presença daquele que é a fonte de toda graça.


”Alegra-te, filha de Jerusalém… o Senhor está no meio de ti” (Sf 3,14.17a).
Maria, em quem vem habitar o próprio Senhor, é em pessoa a filha de Sião, a Arca da Aliança, o lugar onde reside a glória do Senhor: ela é “a morada de Deus entre os homens” (Apoc 21,3).

”Cheia de graça”, e toda dedicada àquele que nela vem habitar e que ela vai dar ao mundo.

3 – “Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.”
(Lc1,41)
Depois da saudação do anjo, tornamos nossa a palavra de Isabel.

“Repleta do Espírito Santo” (Lc 1,41), Isabel é a primeira na longa série das gerações que declaram Maria bem-aventurada’: “Feliz aquela que creu…” (Lc 1,45):
Maria é “bendita entre as mulheres” porque acreditou na realização da palavra do Senhor.

Abraão, por sua fé, se tomou uma bênção para “todas as nações da terra” (Gn 12,3).

Por sua fé, Maria se tomou a mãe dos que crêem (Apoc12,17) (Jo 19, 26-27), porque, graças a ela, todas as nações da terra recebem Aquele que é a própria bênção de Deus: “Bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus”.

4 - “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós…”

Com Isabel também nós nos admiramos: “Donde me vem que a mãe de meu Senhor me visite?” (Lc 1,43).
Porque nos dá Jesus, seu filho, Maria é Mãe de Deus e nossa Mãe; podemos lhe confiar todos os nossos cuidados e pedidos: ela reza por nós como rezou por si mesma:

“Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38).
Confiando-nos à sua oração, abandonamo-nos com ela 
à vontade de Deus:
 “Seja feita a vossa vontade”.
Maria é Mãe de Deus, pois foi de Maria que nasceu Jesus (Mt 1, 16) (Gal 4,4) , o nosso Senhor (Lc1,43), Filho de Deus (Lc1,35) e Deus (Jo 1,1), (Jo 5,18) com o Pai e o Espírito Santo (Mt 28,19).Maria é Mãe de Deus, pois Jesus não é metade homem e metade Deus, Ele é Deus e homem ao mesmo tempo.
Maria é Mãe no sentido de ter gerado em seu ventre e em seu coração, Jesus, nosso Senhor e Deus.

5 – “Rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte.”

Assim, pedindo a Maria que r
eze por nós, reconhecemo-nos como pobres pecadores e nos dirigimos à “Mãe de misericórdia” ( Jo 2,3), à Toda Santa (Lc 1,28).


Entregamo-nos a ela “agora”, no hoje de nossas vidas.
E nossa confiança aumenta para desde já entregar em suas mãos “a hora de nossa morte”, pois nessa hora compareceremos diante de Deus (Hb 9, 27) para sermos julgados.






Que ela esteja então presente, como na morte na Cruz de seu Filho, e que na hora de nossa passagem ela nos acolha como nossa Mãe (Jo 19,27) , para nos conduzir a seu Filho, Jesus, no Paraíso, pois o seu pedido é poderoso (Jo 2, 3ss).



http://www.bibliacatolica.com.br/blog/doutrina-catolica/a-ave-maria-explicada-parte-por-parte/?

sábado, 24 de maio de 2014

HOMOSSEXUALIDADE, FÉ E DISCERNIMENTO


 
Não pude deixar de comentar a respeito da "Parada Gay" e a  "crucificação" de um homossexual. Fiz esse comentário na minha página de Facebook.

Abaixo, leia uma postagem sobre homossexualidade e como a Igreja os acolhe e orienta.
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.Parada Gay 2015: a transexual crucificadaNeste último domingo (7), Viviany Beleboni chocou parte dos participantes encenando o sofrimento de Jesus na cruz durante a Parada Gay. Ela ficou “crucificada” durante todo o evento, em cima de um dos trios. Foi o fotógrafo João Castellano, da agência Reuters, quem capturou a transexual pendurada durante a marcha(http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/06/veja-transexual-crucificada-e-outras-polemicas-com-simbolos-cristaos.html- Acesso em 09/06/2015)

Meu comentário
"Crucificados também são as crianças e os idosos que sofrem com maus tratos, falta de tudo para ter a dignidade a que tem direito. Crucificadas também são as mulheres, mães, trabalhadoras, estudantes ou jovens, por uma sociedade machista que as destratam, diminuem,humilham, escravizam, violentam, matam...São também crucificados os homens , trabalhadores honestos que dão a vida no trabalho para serem roubados por políticos corruptos com suas falcatruas e tantas outras situações de sofrimento, tragédias e injustiças desse mundo. Mas a Crucificação de Jesus não pode ser banalizada de nenhuma forma! Ela representa o sacrifício do Filho de Deus, que veio nos trazer o Amor do Pai e nos ensinar a amar verdadeiramente e o o símbolo do seu sacrifício não deve ser usado de forma tão leviana.Com certeza, Jesus também ama os seus filhos homossexuais e conhece o coração de cada um, mas estes devem respeitá-lo em qualquer situação, mesmo que seja  numa passeata ou  em qualquer lugar ou circunstância. Paz e Bem!

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Esta publicação é resposta à uma pergunta feita à mim mesma e também dedicada à catequistas, pais de família e a tantos jovens que tenho encontrado e que necessitam de esclarecimento sobre este assunto tão delicado e controverso.

Viver neste mundo repleto de informações e convites tão tentadores de como tirar o máximo de prazer usando de modo desordenado o próprio corpo, tornando-se objeto de desejo ou tomando para si o corpo do outro de modo egoísta, é uma verdadeira batalha espiritual, visto que, não se pode separar a alma do corpo.

Procurei então textos que me dessem informações sob a luz da palavra de Deus e para orientar àqueles que me procurassem. Espero que ajudem a você também.

 Não pecar contra a castidade:
Ao criar o ser humano o Senhor dá, ao homem e à mulher, de maneira igual, a dignidade pessoal. Cada um deve reconhecer e aceitar sua identidade sexual, de acordo com o sexo que o indivíduo possua.


Jesus, Maria e José são modelos perfeitos de castidade e devem ser imitados. Ser casto consiste em integrar a sexualidade na pessoa. Inclui também a aprendizagem do domínio pessoal.O uso de roupas provocantes com a intenção de se chamar a atenção de alguém do sexo oposto leva a pessoa a cometer este pecado. Em Fátima, Maria fala que ela deve ser modelo de como as mulheres devem vestir-se. Você mulher analise a si própria e veja se está se vestindo de acordo.
Há ainda, dentro deste mesmo pecado, coisas como a masturbação, a fornicação (sexo antes do casamento religioso), a pornografia (exibição pública dos atos sexuais), a prostituição, o estupro e a homossexualidade.
No caso da homossexualidade, especificamente, o Catecismo reconhece que muitas pessoas no mundo sofrem uma inclinação desordenada por pessoas do mesmo sexo, no entanto, convida a esses que aceitem isso como uma provação e não se entreguem ao seus instintos.


Diz também que devemos acolher os homossexuais com respeito, compaixão e delicadeza e evitar todo sinal de discriminação injusta.


Os irmãos e irmãs com tendências homossexuais são convidados, se forem cristãos, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que possam encontrar por causa da sua condição.




Devem, gradual e resolutamente, se aproximar da perfeição cristã, através da oração e da graça sacramental, do autodomínio, da castidade e do apoio de uma amizade desinteressada.

http://www.catequisar.com.br/texto/materia/dout/lv02/05.htm

"Não pecar contra a castidade"


Talvez seja este o mandamento mais desobedecido em nossos dias. Mais do que nos demais, nesse campo a Lei de Deus é vista como mera repressão sexual, a ser abolida com a máxima urgência. 
Chega de ´tabus´ religiosos, dizem! 

E instalam a dúvida nos corações jovens! 

Mas, para os que querem ser fiéis a Jesus Cristo, e querem ser de fato felizes, o mandamento continuará sempre de pé, pois é eterno. 
O triste espetáculo dos motéis, dos telefones eróticos, das novelas sensuais, dos filmes pornôs, da ´camisinha´, etc, atestam a decadência de uma civilização que, ousadamente, suprimiu a Lei sagrada de Deus. Calca aos pés o sagrado e afronta loucamente o Criador. 
Já no Antigo Testamento o Senhor dizia a seu povo: 
´Não cometerás adultério´ (Deut 5,18). 

E Jesus leva o preceito à perfeição: 
´Eu, porém, vos digo: todo aquele que olhar para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu adultério com ela em seu coração´(Mt 5,27´28). 
O Mestre é radical neste ponto. Mas, ao mesmo tempo que é intransigente com o pecado, ama o pecador. À mulher adúltera, a ser apedrejada, Ele diz: ´vai e não peques mais´. 
O nosso mundo moderno quer, à todo custo, ´adaptar´ o Evangelho aos seus prazeres. 
Ao que São Paulo responde: 

´Não vos conformeis com este mundo, mas reformai´vos pela renovação do vosso espírito´ (Rom 12,1). 

Não é verdade que aqueles que profanam o próprio corpo, indefinidamente, acabam numa morte triste? 

É interessante como São Paulo insiste nesse ponto. 
Também sobre o homossexualismo, hoje tão defendido por muitos, a condenação da Bíblia e da Igreja é expressa. 

´Não te deitarás com um homem como se fosse uma mulher: isto é uma abominação´ (Lev 18,22). 
´Se um homem dormir com outro homem, como se fosse mulher, ambos cometeram uma coisa abominável. Serão punidos de morte e levarão a sua culpa´ (Lev 20,13). 
São palavras claras, pelas quais Deus classifica a prática do homossexualismo como uma abominação. 
Na carta aos romanos, São Paulo mostra a gravidade desse comportamento desordenado: 
´Conhecendo Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças... Por isso, Deus os entregou aos desejos dos seus corações e à imundície, de modo que desonraram entre si os próprios corpos... as suas mulheres mudaram o uso natural em outro que é contra a natureza. Do mesmo modo também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam de desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida a seu desvario´ (Rom 1,21´17). 

Deus ama o pecador, mas abomina o pecado!
Quando, em 1994, no Ano da Família, o Parlamento Europeu, tristemente, reconheceu a validade jurídica dos matrimônios entre homossexuais, até admitindo a adoção de crianças por eles, o Papa João Paulo II, tomou posição imediata: 
´Não é moralmente admissível a aprovação jurídica da prática homossexual. Ser compreensivos para com quem peca, e para com quem não é capaz de libertar´se desta tendência, não significa abdicar das exigências da norma moral... 
Não há dúvida de que estamos diante de uma grande e terrível tentação´ (20/02/94). 
O Catecismo da Igreja também é claro nos pontos que ofendem a castidade: ´Apoiando´se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves (Gn 19,1´20; 1 Tm 1,10), a tradição sempre declarou que ´os atos de homossexualidade´ são intrinsecamente desordenados. São contrários à lei natural´ (nº 2357). 
Também com referência à masturbação, defendida por muitos como ´algo normal´, ensina a Igreja: 
´Na linha de uma tradição constante, tanto o magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmam sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseco e gravemente desordenado´ (nº 2352). 
Enfim, diz o Catecismo: 
´Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade´ (idem). 
Sabemos que não é fácil a luta contra as misérias da carne, e é preciso ter caridade, respeito e compaixão pelos que sofrem desses males. É preciso lembrar´lhes que só Cristo pode dar força e libertação. Lembra´nos o Apóstolo que: 
´Tudo posso naquele que me dá forças´ (Fil 4,13). 


Importa não desanimar na luta em busca da pureza. Sempre lutar, com a graça de Deus, até que o espírito submeta a matéria. São Pedro nos diz: 
´Depois que tiverdes padecido um pouco, [Deus] vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vos fortificará´ (1Pe 5,10). 
Muitas vezes pode nos parecer que a luta contra as paixões da carne sejam sem fim, ou que a vitória seja impossível. De fato, com a nossa fraqueza jamais podemos vencê´las, mas, como disse Santo Agostinho, que experimentou tão bem este combate: ´o que é impossível à natureza, é possível à graça´. 
Somente com os auxílios da graça de Deus é que podemos vencer as misérias da nossa carne. Daí a importância de uma continua vigilância sobre nós mesmos, ao mesmo tempo em que vivemos uma profunda e perseverante vida de oração e de participação nos Sacramentos da Reconciliação (Confissão) e Eucaristia. Nestes Sacramentos, Jesus nos lava com o seu próprio sangue redentor, nos alimenta e cura a alma, a fim de que sejamos fortes contra as tentações . 


Nossa Mãe Maria é a Rainha da pureza e está sempre pronta a nos auxiliar nesta luta árdua. Precisamos recorrer a ela e nos colocarmos continuamente debaixo de sua proteção materna. 
A luta contra as impurezas é da maior importância, não só para cada um de nós, mas principalmente porque cada batizado é ´membro de Cristo´ (1Cor12,27). 
É preciso estarmos cientes de que, quando nos sujamos, sujamos também o Corpo de Cristo; aí está toda a gravidade da luxúria. Cada um de nós é parte do Corpo de Cristo, que é a Igreja; logo, o nosso pecado afeta toda a Igreja. Eis porque nos confessamos com um ministro seu, também, para nos reconciliarmos com ela.
Prof. Felipe Aquino
http://www.catequisar.com.br/texto/materia/especial/castidade/19.htm


A Igreja existe para que? 

A respontas seriam as mais variadas, contudo, a Igreja existe para ser sinal (sacramento) de Cristo no mundo. Existe para anunciar a Boa Nova da Salvação a todos os homens e mulheres. E também aos homossexuais o anúncio querigmático da Boa Nova deve ser anunciado. 
A Igreja é uma comunidade visível em que os pecados de seus membros devem ser purificados constantemente pela vida de conversão. 
A vocação à santidade é universal, todos os homens e mulheres criados por Deus recebem uma alta vocação – o chamado a serem imagem e semelhança de Deus, ou seja, serem santos! 
Mas o caminho rumo à santidade encontra quedas e dificuldades. 
A Igreja é santa como professamos no Credo, mas seus filhos-membros ainda que pelo batismo-crisma sejam inseridos na vida da graça e da santidade, pecam. 
Mas qual seria a posição da Igreja diante do pecador? 
Acolhida!!!


A doutrina da Igreja declara que os desejos ou atrações homossexuais não são intrinsecamente pecaminosas em si mesmas. Eles são consideradas "inclinações desordenadas" que podem conduzir às tentações, para alguém fazer algo que seria o "ato objetivamente pecaminoso" (isto é, a relação sexual, enquanto ato sexual). No entanto, as tentações não são consideradas pecados em si até que haja consciência do ato e o pleno consentimento da vontade individual que se deleita do mesmo. 
Nem toda pessoa de orientação homossexual pratica a homossexualidade em si, abstendo-se de tais relações e preferindo uma vida de castidade. 
Mas a Igreja como mãe sabe da dolorosa situação de muitos de seus filhos e sofre com eles. 

A Igreja Católica, oficialmente cobra respeito e amor a aqueles que sentem atrações por pessoas do mesmo sexo, ao mesmo tempo em que se opõe a qualquer tipo de legitimação das uniões homossexuais. Portanto a Igreja Católica se opõe a perseguição e violência contra os homossexuais:
"Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. 

Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. 
Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição." (Catecismo da Igreja Católica n. 2358). 

Para aqueles que têm atração por pessoas do mesmo sexo, a Igreja Católica oferece o seguinte conselho:
"A pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes do autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã." (CIC n. 2359). A Igreja Católica Romana considera a castidade um chamado universal.

O servo de Deus Papa João Paulo II durante a alocução por ocasião do Ângelus, em 9 de julho de 2000, dirigindo-se aos fiéis na praça de São Pedro disse: 
"Em nome da Igreja de Roma, não posso deixar de exprimir profunda tristeza pela afronta ao Grande Jubileu do Ano 2000 e pela ofensa aos valores cristãos de uma Cidade, que é tão querida ao coração dos católicos do mundo inteiro. 
A Igreja não pode deixar de falar a verdade, porque faltaria à fidelidade para com Deus Criador e não ajudaria a discernir o que é bem daquilo que é mal". 
O Papa João Paulo II muito bem coloca a difícil situação pastoral dos homossexuais, que não podem ser negligenciados. 

A exemplo do Divino-Humano mestre, a Igreja deve acolher os pequeninos, seja qual for sua situação. 

Amar e acolher são a essência dos ensinamentos de Cristo. 

Assim urge despertar no seio da Igreja uma consciência do respeito, caridade e acolhida para com o pecador.


. 

O Cristo Bom Pastor deve ser o sinal preclaro para pautar nossas ações eclesiais. Assim, nunca poderemos nos esquecer da palavras do Divino-Humano mestre, pastor que deixou as 99 ovelhas para salvar a que se perdeu. 
Ele não quer que nenhuma se perca! 
Eis a missão da Igreja... 
ir ao encontro da ovelha, não com armas, mas com o colo da acolhida! 
Sem deixar de propor a Verdade do Evangelho e sem ser relativista, mas cumprindo imperativamente o mantado do amor universal.

http://www.catequisar.com.br/texto/colunas/vanderson/007.htm


quinta-feira, 24 de abril de 2014

MAIO, MÊS DE MARIA


“Neste  mês de Maria,
Tão lindo mês de flores, 

Queremos de Maria
Celebrar os louvores!”

Assim cantavam as crianças, na sua pureza quase angelical, nas noites frias de maio, coroando a imagem da Virgem Maria, como a coroou seu Filho na unidade da Trindade Santíssima.
Os tempos e os costumes mudaram e, com eles, também nós, a nossa cultura, a nossa sociedade e já não ouvimos, senão talvez no interior e nas pequenas comunidades, ressoar aquela melodia, aquelas vozes e a coreografia que lembravam a corte celeste com seus anjos louvando e reverenciando a Mãe de Deus.

De uma sociedade quase estática em que vivíamos até a metade do século passado, passamos por crescimento populacional vertiginoso, um desenvolvimento científico e tecnológico que somos praticamente incapazes de acompanhar e, sobretudo, de analisar e colocar sob a égide do humano.

A filosofia e a teologia se confundem no julgamento do que surge e que penetra profundamente em nossas vidas. Inquietos, questionadores e independentes buscamos, nesta evolução natural da nossa condição humana, embora cheia de acidentes, encontrar o rumo dos valores humanos e eternos.
Para nós, cristãos, esta busca passa pelas mãos de Maria, 
como é certo que, no mistério da redenção, 
quando o Pai Celeste quis dela o assentimento, 
o “sim”, pelo qual se tornou Co-Redentora 
–“Eis a serva do Senhor. Faça-se em mim a tua vontade”,antecipando, em segundos, no tempo, o Filho que ao entrar no mundo disse: 
“eis que venho, ó Deus, para fazer a tua vontade.”

 Em toda a história da Igreja, Maria se faz presente. 
Presença delicada, silenciosa, como nas Bodas de Caná 
–“Meu Filho, eles não têm vinho”, 
 no segredo da encarnação do Verbo 
e também junto à cruz de Jesus.


Na Grécia, como em Roma, quando a Igreja, saída das perseguições pagãs, teve de enfrentar novo perigo, o das heresias na formulação da fé, no Concílio de Éfeso, São Cirilo de Alexandria, após a definição dogmática, pôde saúda-la e invocar: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós!





Nas ruas de Roma, invadida pelos bárbaros, nas esquinas, onde ainda se podem ver as imagens de Nossa Senhora, o povo a invocava, a 
”Salvação do Povo Romano”, 
rezando como ainda o fazemos:

“Sob vossa proteção nos refugiamos, Santa Mãe de Deus, não desprezeis nossas súplicas em nossa necessidades, mas livrai-nos de todos os perigos, 

ó Virgem gloriosa e bendita.”

Na Idade Média, as catedrais góticas atestam a devoção a Maria e a gratidão do povo nas calamidades daquele tempo, enquanto Domingos de Gusmão empunhava o rosário contra a heresia dos albigenses e Simão Stoc colocava o escapulário do Carmo, presente de Nossa Senhora para aqueles que recorrem à sua proteção, inclusive para passarem do purgatório para o céu, como vemos representado em nossa Catedral Metropolitana de Juiz de Fora, na lateral do seu altar.

Nos dias de hoje, em Lourdes e em Fátima, mensageira do Evangelho eterno, nos lembra que saímos de Deus e a ele devemos voltar pelo batismo e, por uma vida santa, aguardar o seu advento glorioso. O simbolismo de cavar a terra e dela surgir a água, em Lourdes, faz-nos meditar sobre a criação e as águas que nos renovam na graça, enquanto em Fátima, na aridez da paisagem e no milagre do sol, nos relembra o fim último com a glória do Cordeiro.

Maria está presente em nosso tempo. 
Talvez não tanto mais na simplicidade dos anjinhos 
do mês de maio que evocamos, mas sobretudo na certeza 
de que nos dá da sua assistência neste vale de lágrimas, às vezes semeado de alguma alegria. 
A Ela invocamos, aos seus santuários acorrem multidões nas suas necessidades e lá depositam os ex-votos de gratidão.

Um devoto de Maria não se perde, ensina Santo Afonso e Bernardo de Claraval nos orienta para, em todas os momentos, de alegria e de angústia, de dificuldade e incerteza, olharmos a Estrela, chamar por Maria – Respice Stellam. Voca Mariam. 


Ela está diante de seu Filho a interceder por nós, 
Para  que sejamos dignos de herdar as suas promessas, 
de vermos a Deus face a face, no resplendor do seu Unigênito 

e no amor eterno do seu Espírito.
NOSSA SENHORA APARECIDA, PADROEIRA DO BRASIL,
 ROGAI POR NÓS!


Por: DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO 
ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG.

http://www.catequisar.com.br/texto/colunas/eurico/06.htm

sexta-feira, 28 de junho de 2013

O LÁPIS- lição de vida




Um menino observava seu avô escrevendo em um caderno, e perguntou:







- Vovô, você está escrevendo algo sobre mim? 

O avô sorriu, e disse ao netinho:

- Sim, estou escrevendo algo sobre você. 

Entretanto, mais importante do que as palavras 
que estou escrevendo, é este lápis que estou usando.





Espero que você seja como ele, quando crescer.

O menino olhou para o lápis, e não vendo 
nada de especial, intrigado,comentou:

- Mas este lápis é igual a todos os que já vi. 
O que ele tem de tão especial? 

-Bem, depende do modo como você olha.

 Há cinco qualidades nele que, se você conseguir vivê-las, 
será uma pessoa de bem e em paz com o mundo
 – respondeu o avô.




- Primeira qualidade: Assim como o lápis, você pode fazer coisas grandiosas, 
mas nunca se esqueça que existe 
uma “mão” que guia os seus passos, 
e que sem ela o lápis 
não tem qualquer utilidade: 
é a mão de Deus.





-Segunda qualidade:
Assim como o lápis, de vez em quando você vai ter que parar 
o que está escrevendo, 
e usar um “apontador”. 
Isso faz com que o lápis sofra 
um pouco, mas ao final, 
ele se torna mais afiado. 




Portanto, saiba suportar as adversidades 
da vida, porque elas farão de você 
uma pessoa mais forte e melhor.







-Terceira qualidade: 
Assim como o lápis, 
permita que se apague 
o que está errado. 





Entenda que corrigir uma coisa que fizemos 
não é necessariamente algo mau, mas algo importante 
para nos trazer de volta ao caminho certo.






- Quarta qualidade: 
Assim como no lápis, o que realmente importa não é a madeira 
ou sua forma exterior, 
mas o grafite que está dentro dele. 






Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você. 
O seu caráter será sempre mais importante 
que a sua aparência.




- Finalmente, 
a quinta qualidade do lápis:
Ele sempre deixa uma marca.
Da mesma maneira, saiba 
que tudo que você fizer na vida deixará traços e marcas 
nas vidas das pessoas; 




Portanto, procure ser consciente de cada ação, 
deixe um legado, 
e marque positivamente a vida das pessoas.



sexta-feira, 24 de maio de 2013

Corpus Christi- O PÃO EUCARÍSTICO

O Amor que se oferece na Eucaristia
 É característico na Festa de Corpus Christi a gente se recordar, isto é, trazer de volta ao coração as cenas da Instituição Eucarística. É fascinante saber que ali no dom do Pão Eucarístico está nos reservado o tesouro e os mistério da Salvação, nos trazendo a lembrança de que o pão significa tudo aquilo de que temos fome.Temos fome de amor, de cuidado, de afeto, em uma palavra: de plenitude.Essa relação do pão com a fome nos ajuda a compreender o porquê de Jesus ser o cumprimento da promessa quando Ele se distingue do maná que os israelitas comeram no deserto:
’’Em verdade, vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu, mas o meu Pai é quem vos dá o verdadeiro Pão, porque o Pão de Deus é o pão que desce do céu e dá vida ao mundo. 
Eu sou o Pão da Vida!
Aquele que vem a mim não terá fome, pois o pão que Eu Vos dou é a minha carne para a salvação do mundo” (Jo 6, 32-33; 35; 51)
Em pleno deserto, o Cristo afirma que pode nos alimentar. 
No deserto do vazio interior, no deserto dos sentimentos, 
nos desertos mais secretos e escondidos da condição humana... 
São nestes desertos que Jesus se faz alimento a nos nutrir e nos permitir a ir em frente. 
Faz-se alimento, porque refeição é devolução, é restituição daquilo que perdemos.Alimentamo-nos diariamente para devolver ao corpo aquilo que lhe foi subtraído e perdido. Cada refeição é lugar e oportunidade de se restituir. 
A refeição é tão redentora que alguns encontros de Jesus se deu no seu desejo de sentar-se à mesa com aqueles que precisavam ter a Vida Plena devolvida. O prato principal não era material, mas sim a Vida!
 Neste sentido de saborear a refeição como devolução, encontramos Jesus que salva Zaqueu e toda sua família (Lc 19, 1-10); em Betânia Ele entra na história de Simão, o Leproso (Mc 14, 3), e finalmente com os discípulos na Última Ceia, Ele se senta à mesa para fazer refeição com seus amigos. 

Interessante é que nas duas primeiras refeições, o Mestre lhes ensina que quando nos sentamos à mesa, não nos alimentamos tão somente do que está posto sobre ela, mas sobretudo de quem se serve dela. Alimentamo-nos do olhar, do amor, dos gestos, do afeto, e de tudo o que o outro significa. O outro nos nutre, nos devolve, nos restitui... 
Por isso é edificante nos sentarmos à mesa e fazermos juntos a refeição cotidiana!
’’Comer e beber juntos significa estarmos comprometidos. O banquete não é lugar para saciar somente a fome do corpo, mas também a fome da alma. Ao estar com os que amo para me alimentar, de alguma forma eu os trago para dentro de mim. ’’ 
Com os discípulos o significado da refeição fica mais claro e ganha um sentido mais redentor, pois ali a Salvação acontece. 
O mestre se senta à mesa e torna-se a refeição na qual 
todos os convidados se alimentariam.Em Jesus, os desertos da história daqueles discípulos dão lugar à vida nova. No Cristo, o Verdadeiro Amor se traduz, e faz o Pão se transformar em Seu Corpo e o Vinho em Seu Sangue.
E como se não bastasse, Ele revela que o seu Amor 
é mais revelador do que muitas palavras quando Ele estende 
o Sacrifício Eucarístico até o Sacrifício do Calvário. 
Jesus identifica o pão que reparte, 
com a carne que Ele dá para a vida do mundo. 
Ele vem a ser o Pão que nos alimenta 
precisamente quando está na cruz. 

De fato é o Amor que faz do Cristo pão para nós. Assim, o Pão na Eucaristia passa a ser o Sacramento do Amor que na Cruz Ele dirigiu até o fim. Portanto, ao comer esse Amor 
que se tornou Corpo no Pão Eucarístico, percebemos que o próprio Jesus é o Pão que sacia nossa fome,nos trazendo a certeza de que só conseguimos suportar a travessia dos desertos se segurarmos as mãos desse Amor que se oferece na Eucaristia de cada missa celebrada.

Felizes são os convidados para este Banquete!