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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Legado de Bento XVI


Bento XVI nos deixou um legado imenso, rico e indispensável:

1 – Não teve medo de enfrentar a “ditadura do relativismo”, que nega a verdade e ensina que cada um faz a sua, destrói a família e a sociedade. O Papa é o paladino e arauto da verdade que salva (cf. Catecismo §851).

2 – Deixou-nos três encíclicas fundamentais: Deus caritas est, Spes salvi e Caritas in veritate, que precisam ser estudadas detalhadamente. Proferiu muitas homilias, discursos, catequeses, visitas apostólicas, viagens internacionais, encíclicas, cartas, motu próprios, etc., de imenso valor.

3 – Abriu um diálogo profundo com os intelectuais, especialmente os ateus, com o Programa “Pátio dos Gentios”, levando o debate com os ateus nas maiores universidades do mundo, buscando quebrar a mentira de que entre a ciência e a fé há uma dicotomia.
4 – Deixou-nos uma quantidade imensa de excelentes livros, especialmente a série Jesus de Nazaré, escrita durante o pontificado.

5 – Enfrentou sem medo e sem meias palavras a herética teologia da libertação marxista, não tendo receio de pedir aos bispos do Brasil, em 05/10/2010, que a eliminem em suas dioceses tendo em vista o seu grande perigo a Igreja e para a fé do povo. Disse o Papa: “As suas sequelas mais ou menos visíveis feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas.”

6 – Não teve medo de enfrentar as acusações de recebeu de ter sido omisso diante dos casos de pedofilia, agindo com energia para corrigir o problema. Não se curvou diante de tantas blasfêmias contra ele, como a famigerada peça de teatro da PUC de São Paulo (Decapitando o Papa).

7 – Durante 25 anos como Prefeito da Congregação da Fé do Vaticano, enfrentou as heresias e os hereges de nosso tempo, tendo de sofrer as criticas e ofensas desses hereges apoiados pela mídia secular.

8 – Não se curvou diante de um feminismo vazio, interno à Igreja, e de um modernismo que quis lhe impor a quebra do celibato sacerdotal, a aceitação da ordenação de mulheres e outro erros.

9 – Tal como um novo São Bento de Núrcia, deu início ao reerguimento do Ocidente.

10 – Soube sabiamente interpretar e defender o Concílio Vaticano II dos ataques que recebeu tanto dos ultraconservadores como dos abusos dos ultramodernos.

Prof.Felipe Aquino


Posted: 14 Feb 2013 11:30 AM PST

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A CARTA DE RENÚNCIA DO PAPA BENTO XVI



Bento XVI esteve no Brasil em 2007, quando rezou missa em Aparecida

O Papa Bento XVI surpreendeu o mundo ao anunciar, nesta segunda-feira (11), a sua renúncia ao pontificado por causa da idade avançada e por questões de saúde física. Ele deverá deixar o Vaticano em 28 de fevereiro. O pontífice completa 86 anos em abril.

O comunicado foi feito em latim durante uma assembleia de cardeais em que um processo de três canonizações era discutido. No seu pronunciamento, o papa afirmou “não ter mais forças” para continuar exercendo a função. “Após ter examinado perante Deus reiteradamente minha consciência, cheguei à certeza de que, pela idade avançada, já não tenho forças para exercer adequadamente o ministério petrino”, afirmou Bento XVI.

Esta é a quarta vez que um papa da Igreja Católica renuncia ao cargo. A primeira vez aconteceu em 325, quando Ponciano e outros líderes da Igreja foram forçados a se exilar pelo imperador Máximo Trácio. Depois, em 1294, Celestino V abdicou do pontificado antes de ser consagrado pois não se sentia preparado para comandar a Igreja. O cargo fica vago até a realização de uma nova eleição, e este período chama-se Sé Vacante. Após Celestino V, Gregório XII renunciou em 1415 após oito anos como papa. Na época, a Igreja tinha outros papas, classificados como “antipapas”.

Segundo o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, o posto deve ser novamente ocupado “o mais rápido possível” e até a Páscoa. Bento XVI tinha uma visita prevista para o Brasil em junho, quando participaria da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro. Em entrevista dada no ano passado, Bento XVI já afirmava que o Vaticano estaria representado no encontro no Rio ou por seu sucessor.

Bento XVI visitou o Brasil pela primeira vez como papa em maio de 2007, quando participou da Quinta Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e Caribenho. O encontro ocorreu no Santuário de Aparecida, em São Paulo. Ele também rezou uma missa no Estádio do Pacaembu para 35 mil pessoas.

Íntegra da carta lida pelo papa no dia 11 de fevereiro de 2013

“Queridísimos irmãos, Convoquei-os a este Consistório, não só para as três causas de canonização, mas também para comunicar-vos uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Após ter examinado perante Deus reiteradamente minha consciência, cheguei à certeza de que, pela idade avançada, já não tenho forças para exercer adequadamente o ministério petrino.

Sou muito consciente que este ministério, por sua natureza espiritual, deve ser realizado não unicamente com obras e palavras, mas também e em não menor grau sofrendo e rezando. No entanto, no mundo de hoje, sujeito a rápidas transformações e sacudido por questões de grande relevo para a vida da fé, para conduzir a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor tanto do corpo como do espírito, vigor que, nos últimos meses, diminuiu em mim de tal forma que eis de reconhecer minha incapacidade para exercer bem o ministério que me foi encomendado.

Por isso, sendo muito consciente da seriedade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao Ministério de Bispo de Roma, sucessor de São Pedro, que me foi confiado por meio dos Cardeais em 19 de abril de 2005, de modo que, desde 28 de fevereiro de 2013, às 20 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro ficará vaga e deverá ser convocado, por meio de quem tem competências, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice. Queridíssimos irmãos, lhes dou as graças de coração por todo o amor e o trabalho com que levastes junto a mim o peso de meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos."


Agora, confiamos à Igreja o cuidado de seu Sumo Pastor, Nosso Senhor Jesus Cristo, e suplicamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista com sua materna bondade os Cardeais a escolherem o novo Sumo Pontífice. Quanto ao que diz respeito a mim, também no futuro, gostaria de servir de todo coração à Santa Igreja de Deus com uma vida dedicada à oração”.


http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/a-carta-de-renuncia-do-papa-bento-xvi/(Valter Campanato/ABr)

Querido Papa Bento XVI, Conte com nossas orações e a nossa profunda gratidão!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Bento XVI abre oficialmente o Ano da Fé



Inicia-se hoje o Ano da Fé,convocado pelo Papa Bento XVI recordando 50º aniversário do Concílio Vaticano II, uma grande graça para a Igreja! Bendito seja Deus! \O/
Entenda o logotipo do Ano da Fé
No logo, a Igreja é representada por um barco, o mastro é uma cruz que iça as velas que formam o trigrama do nome de Cristo (IHS), e ao fundo, o sol associado ao trigrama remete à Eucaristia. 
No hino, o refrão “Credo, Domine, adauge nobis é fidem” é uma invocação a Deus para que aumente a fé. 
Já o site oficial, www.annusfidei.va, está disponível primeiramente em inglês e italiano.
“O Ano da Fé, antes de tudo, pretende sustentar a fé de tantos crentes que no cansaço cotidiano não cessam de confiar, com convicção e coragem, a própria existência ao Senhor Jesus”, salientou Dom Rino.

Quinta-feira, 11 de outubro de 2012, 10h03
Bento XVI abre oficialmente o Ano da Fé
Jéssica Marçal
Da Redação
l'Osservatore Romano
“Jesus é o centro da fé cristã. O cristão crê em Deus através de Jesus Cristo, que nos revelou a face de Deus”, enfatizou o Papa
Com uma Santa Missa realizada no Vaticano na manhã desta quinta-feira, 11, o Papa Bento XVI abriu oficialmente o Ano da Fé.
 A proposta do Pontífice é que este seja um tempo de reflexão para que fiéis católicos de todo o mundo possam redescobrir os valores da sua fé.
No dia em que também se comemoram os 50 anos do início do Concílio Vaticano II, o Papa presidiu a celebração eucarística com a participação de 400 concelebrantes. 
Entre eles, estavam alguns brasileiros, como o cardeal arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, que também é presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Fazendo memória ao jubileu de ouro do Concílio, um acontecimento que marcou a vida da Igreja, o Papa explicou que a celebração foi enriquecida com alguns sinais específicos. 
A procissão inicial quis lembrar a procissão dos Padres conciliares, houve a entronização do Evangeliário, que é uma cópia daquele utilizado durante o Concílio e a entrada das sete mensagens finais do Concílio e do Catecismo da Igreja Católica.
“Estes sinais não nos fazem apenas recordar, mas também nos oferecem a possibilidade de ir além da comemoração. 
Eles nos convidam a entrar mais profundamente no movimento espiritual que caracterizou o Vaticano II, para que se possa assumi-lo e levá-lo adiante no seu verdadeiro sentido”, disse.
O Papa explicou que o Ano da Fé está em coerência com todo o caminho da Igreja nos últimos 50 anos, desde o Concílio, passando pelo Magistério do Servo de Deus, Paulo VI até chegar ao Jubileu do ano 2000, em que o Bem-Aventurado João Paulo II propôs à humanidade Jesus Cristo como único Salvador.
“Jesus é o centro da fé cristã. O cristão crê em Deus através de Jesus Cristo, que nos revelou a face de Deus”, enfatizou o Papa. Ele lembrou que, como diz o Evangelho do dia, Jesus Cristo é o “o verdadeiro e perene sujeito da evangelização”.
Por que ter um Ano da Fé?
Ainda na homilia, o Papa Bento XVI explicou que a Igreja proclama um novo Ano da Fé não para “prestar honras a uma efeméride”, mas sim porque é necessário, mais ainda do que 50 anos atrás.
Isso porque nos últimos decênios o Papa lembrou que se tem visto o avanço de uma “desertificação” espiritual, um vazio que se espalhou. Mas estas situações, de acordo com o ele, permitem redescobrir a alegria e a importância de crer.
“No deserto é possível redescobrir o valor daquilo que é essencial para a vida; assim sendo, no mundo de hoje, há inúmeros sinais da sede de Deus, do sentido último da vida, ainda que muitas vezes expressos implícita ou negativamente”.
Dessa forma, Bento XVI explicou que o modo de representar este Ano da Fé é como uma peregrinação nos desertos do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o essencial. “... nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem duas túnicas - como o Senhor exorta aos Apóstolos ao enviá-los em missão (cf. Lc 9,3), mas sim o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II são uma expressão luminosa, assim como é o Catecismo da Igreja Católica, publicado há 20 anos”.
Concílio Vaticano II
Sobre o Concílio, Bento XVI destacou que seu objetivo não foi colocar a fé como tema de um documento específico. No entanto, ele explicou que o Concílio foi animado pela consciência e pelo desejo de “imergir mais uma vez no mistério cristão, para poder propô-lo novamente e eficazmente para o homem contemporâneo”.
O Santo Padre também enfatizou que numa ocasião como esta de hoje, o mais importante é reavivar na Igreja aquele desejo ardente que se teve no Concílio de anunciar novamente Cristo ao homem contemporâneo.
“Mas para que este impulso interior à nova evangelização não seja só um ideal e não peque de confusão, é necessário que ele se apóie sobre uma base concreta e precisa, e esta base são os documentos do Concílio Vaticano II, nos quais este impulso encontrou a sua expressão”.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

BATISMO EM CRIANÇAS- o renascer pela água e pelo Espírito


"A graça trabalha em seu coração" 









A razão teológica pela qual a Igreja batiza crianças 
é que o Batismo não é como uma matrícula em um clube, 
mas é um renascer para a vida nova de filhos de Deus, 
que acontece mesmo que a criança não tome 
conhecimento do fato.
Este renascer da criança a faz herdeira de Deus.




 A partir do Batismo a graça 
trabalha em seu coração 
(cf. 1Jo 3,9), como um princípio sobrenatural. 
Elas não podem professar a fé, 
mas são batizadas na fé da Igreja 
a pedido dos pais.





Santo Agostinho explicava bem isto: 


“As crianças são apresentadas para receber a graça espiritual, 
não tanto por aqueles que as levam nos braços 
(embora, também por eles, se são bons fiéis), 
mas sobretudo pela sociedade espiritual 
dos santos e dos fiéis… 


É a Mãe Igreja toda, que está presente nos seus santos, 
a agir, pois é ela inteira que os gera a todos e a cada um”
 (Epíst. 98,5).




Nenhum pai espera o filho chegar 
à idade adulta 
para lhe perguntar se ele quer ser educado, ir para a escola, 
tomar as vacinas, etc.
Da mesma forma deve proceder 
com os valores espirituais.





Se amanhã, esta criança vier a rejeitar o seu Batismo, 
na idade adulta, o mal lhe será menor, da mesma forma 
que se na idade adulta renegasse os estudos ou as vacinas 
que os pais lhe propiciaram na infância.


A Bíblia dá indícios de que a Igreja sempre batizou crianças.

 *-Na casa do centurião Cornélio 
(“com toda a sua casa”; At 10,1s.24.44.47s); 

*-A negociante Lídia de Filipos (At 16,14s); 

*-O carcereiro de Filipos (16,31-33), 

*-Crispo de Corinto (At 18,8);

*-A família de Estéfanas (1Cor 1,16). 

*-Orígenes de Alexandria († 250) e S. Agostinho († 430), 
atestam que “o costume de batizar crianças é tradição 
recebida dos Apóstolos”. 

*-Santo Irineu de Lião († 202) considera óbvia 
a presença de “crianças e pequeninos” entre os batizados 
(Contra as heresias II 24,4). 

*-Um Sínodo da África, sob São Cipriano de Cartago († 258) aprovou que se batizasse crianças “já a partir do segundo 
ou terceiro dia após o nascimento” (Epíst. 64).

*-O Concilio regional de Cartago, em 418, afirmou: 

-“Também os mais pequeninos que não tenham ainda podido cometer pessoalmente um pecado, são verdadeiramente batizados para a remissão dos pecados, a fim de que, mediante 
a regeneração, seja purificado aquilo que eles têm de nascença” (Cânon 2, DS 223).

*-No Credo do Povo de Deus, o Papa Paulo VI afirmou: 

-“O Batismo deve ser ministrado também às criancinhas 
que não tenham podido ainda tornar-se culpadas 
de qualquer pecado pessoal, a fim de que elas, 
tendo nascido privadas da graça sobrenatural,
renasçam pela água e pelo Espírito Santo 
para a vida divina em Cristo Jesus” (nº 18).









Prof. Felipe Aquino-http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/tag/batismo/