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domingo, 19 de março de 2017

QUARESMA-Leitura para os catequistas

Leitura para os catequistas
Quarenta dias antes da Páscoa, a Igreja abre solenemente o tempo de penitência, chamado Quaresma, em preparação para a celebração da Páscoa. É A QUARTA-FEIRA DE CINZAS!
Neste dia, após a Liturgia da Palavra, em que se proclama o trecho do Evangelho em que Cristo recomenda a oração, o jejum e a esmola como exercícios de conversão (cf. Mt 6,1-18), realiza-se o rito da imposição das cinzas. Elas são sinal de penitência, no sentido de conversão. A conversão consiste, sobretudo, no reconhecimento de nossa condição de criaturas limitadas, mortais e pecadoras. No gesto de imposição das cinzas sobre a cabeça das pessoas, o sacerdote ou o ministro diz: “Convertei-vos e crede no Evangelho”. A conversão consiste em crer no Evangelho. Crer é aderir a ele, viver segundo os ensinamentos do Senhor Jesus. Pode-se usar também a fórmula tradicional: “Lembra-te que és pó e ao pó hás de voltar”. Numa das orações de bênção das cinzas se diz: “Reconhecendo que somos pó e que ao pó voltaremos, consigamos, pela observância da Quaresma, obter o perdão dos pecados e viver uma vida nova, à semelhança do Cristo ressuscitado”.
A origem das cinzas usadas tem seu significado. Elas são preparadas pela queima de palmas usadas na procissão de Ramos do ano anterior. Lembram, portanto, o Cristo vitorioso sobre a morte. A palma é símbolo de vitória e de triunfo. Assim, se os cristãos aceitam reconhecer sua condição de criaturas mortais, e transformar-se em pó, ou seja, passar pela experiência da morte, a exemplo de Cristo, pela renúncia de si mesmos, participarão também da vida que ressurge das cinzas.

O que é a Quaresma
É tempo de escuta da Palavra de Deus, de conversão e de reconciliação com os irmãos e com Deus.
O tempo quaresmal é o tempo litúrgico de conversão, no qual a Igreja marca para nos preparar para a grande festa da Páscoa. É tempo para nos arrependermos dos nossos pecados e de mudar algo de nós para sermos melhores e poder viver mais próximos de Cristo. 

A Quaresma dura 40 dias; começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos. Ao longo deste tempo, sobretudo na liturgia do domingo, fazemos um esforço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que devemos viver como filhos de Deus. 
A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. 

É um tempo de reflexão, de penitência, de conversão espiritual; tempo e preparação para o mistério pascal. Na Quaresma, Cristo nos convida a mudar de vida. 
A Igreja nos convida a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. 

Nos convida a viver uma série de atitudes cristãs que nos ajudam a parecer mais com Jesus Cristo, já que por ação do pecado, nos afastamos mais de Deus. Por isso, a Quaresma é o tempo do perdão e da reconciliação fraterna. Cada dia, durante a vida, devemos retirar de nossos corações o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem a nosso amor a Deus e aos irmãos.

Na Quaresma, aprendemos a conhecer e apreciar a Cruz de Jesus. Com isto aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição.

Duração da Quaresma
A duração da Quaresma está baseada no símbolo do número quarenta na Bíblia. Nesta, é falada dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egito.

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provações e dificuldades. 

A prática da Quaresma data do século IV, quando se dá a tendência a constituí-la em tempo de penitência e de renovação para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência. Conservada com bastante vigor, ao menos em um princípio, nas Igrejas do oriente, a prática penitencial da Quaresma tem sido cada vez mais abrandada no ocidente, mas deve-se observar um espírito penitencial e de conversão.

http://blog.cancaonova.com/padreadrianozandona/quaresma-o-que-e/

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Corpus Christi

SOLENIDADE DO CORPO E SANGUE DO SENHOR (4/6/2015)
“Tomai, isto é o Meu Corpo...Isto é o Meu Sangue” (Mc 14, 22b.23c)
Reflexão: 
"FAZER-SE PÃO"
Pode ser que seja bonito porém não é fácil fazer- se pão. Significa que já não podes viver só para ti, senão também para os outros.
Significa que já não podes possuir nada, nem as coisas, nem o tempo, nem os talentos, nem a liberdade como algo exclusivo.
Tudo o teu, já não é só teu, é também, para os outros.
Significa que temos que estar inteiramente disponíveis 
o tempo todo.
Já não podes protestar por qualquer coisa ou de qualquer modo .
Não podes resmungar se te ofendem, te molestam ou te chamam a qualquer hora ou para qualquer serviço.
Significa que deves ter paciência, tolerância e mansidão…
Como o PÃO que se deixa amassar, cozer e partir.
Significa que deves ser humilde como o PÃO, que não figura entre os pratos sofisticados. Como o pão que sempre está aí, sempre para acompanhar.
Significa que deves cultivar a ternura e a bondade, porque assim é o pão: 
TERNO E BOM.
Significa que deves estar sempre disposto ao sacrifício,como o trigo que se deixa triturar e se torna PÃO. Significa que deves viver sempre no amor maior, capaz de morrer para dar vida, como o PÃO.
Deixa-te triturar pelos que estão a teu lado, deixa-te amassar pelos trabalhos e os serviços em favor dos irmãos.
Deixa-te cozer pelo fogo do amor e do Espírito.

Assim poderás dar-te aos que te necessitam.
Ajudá-nos, Senhor, a ser PÃO para os outros. . .

Como Tu, Senhor Jesus!


Adaptado da Postagem de Catequese Diocese de Piracicaba
http://www.catequesepiracicaba.net/