Mostrando postagens com marcador CRISTO REI. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CRISTO REI. Mostrar todas as postagens

sábado, 16 de novembro de 2013

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

SOLENIDADE DE CRISTO REI- 2


 
Contexto:

1. A festa de Cristo Rei, instituída por Pio XI, tinha uma finalidade político-religiosa de mostrar o senhorio de Jesus sobre o mundo, acima das situações de ateísmo e falta de religião. Esta festa foi colocada, na reforma litúrgica, no final do ano litúrgico para dar a perceber que Cristo é o centro do universo e para Ele tudo conflui. 



2. Cristo, diante de Pilatos se declara rei da verdade. Ele conhece toda a verdade, por isso dá por ela a vida. A verdade é o desígnio do Pai de implantar no mundo o reino da misericórdia amorosa.
3. Todo o povo de Deus é sacerdotal, isto é, está unido a Cristo para a transformação do mundo em um mundo que sirva a Deus no culto verdadeiro que procede de um coração que ama.

Eduardo Rocha Quintella-
http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/cristorei/09.htm


Realeza de Cristo

Quando ia ser proclamado Rei pela multidão, que, cheia de admiração, rodeava-lhe, Jesus recusou tal título de honra fugindo e escondendo-se na solidão. Finalmente, na presença do governador romano manifestou que seu reino não era deste mundo.
Este reino nos mostra nos evangelhos com tais características, que os homens, para entrar nele, devem preparar-se fazendo penitência e não podem entrar, mas sim pela fé e o batismo, o qual, embora seja um rito externo, significa e produz a regeneração interior. 



Este reino unicamente se opõe ao reino de Satanás e a potestade das trevas; e exige de seus súditos não só que, separadas suas almas das coisas e riquezas terrenas, guardem ordenados costumes e tenham fome e sede de justiça, mas também que se neguem a si mesmos e tomem sua cruz.
http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/cristorei/05.htm

Por que Jesus Cristo é Rei?
Desde a antiguidade se chamou Rei a Jesus Cristo, em sentido metafórico, em razão ao supremo grau de excelência que possui e que lhe eleva entre todas as coisas criadas. Assim, diz-se que:

Reina nas inteligências dos homens porque Ele é a Verdade e porque os homens precisam beber Ele receber obedientemente a verdade;



Reina nas vontades dos homens, não só porque n'Ele a vontade humana está inteira e perfeitamente submetida à santa vontade divina, mas também porque com suas moções e inspirações influi em nossa livre vontade e a acende em nobres propósitos;

Reina nos corações dos homens porque, com sua elevada caridade e com sua mansidão e benignidade, faz-se amar pelas almas de maneira que jamais ninguém —entre todos os nascidos— foi nem será nunca tão amado como Cristo Jesus.


Entretanto, aprofundando no tema, é evidente que também em sentido próprio e estrito pertence a Jesus Cristo como homem o título e a potestade de Rei, já que do Pai recebeu a potestade, a honra e o reino; além disso, sendo Verbo de Deus, cuja substância é idêntica a do Pai, não pode ter pouco comum com ele o que é próprio da divindade e, portanto, possuir também como o Pai o mesmo império supremo e muito absoluto sobre todas as criaturas.
Agora bem, que Cristo é Rei o confirmam muitas passagens das Sagradas Escrituras e do Novo Testamento. Esta doutrina foi seguida pela Igreja –reino de Cristo sobre a terra- com o propósito celebrar e glorificar durante o ciclo anual da liturgia, a seu autor e fundador como a soberano Senhor e Rei dos reis.

No Antigo Testamento, por exemplo, adjudicam o título de rei a aquele que deverá nascer da estirpe do Jacó; que pelo Pai foi constituído Rei sobre o monte santo de Sião e receberá as pessoas em herança e em posse os limites da terra. 


Além disso, prediz-se que seu reino não terá limites e estará enriquecido com os dons da justiça e da paz: "Florescerá em seus dias a justiça e a abundância de paz... E dominará de um mar a outro, e do um até o outro extremo do círculo da terra".
Por último, aquelas palavras de Zacarias onde prediz o "Rei manso que, subindo sobre uma burra e seu filhote", tinha que entrar em Jerusalém, como Justo e como Salvador, entre as aclamações das turfas, acaso não as viram realizadas e comprovadas os santos evangelistas?

No Novo Testamento, esta mesma doutrina sobre Cristo Rei se acha presente do momento da Anunciação do arcanjo Gabriel à Virgem, pelo qual ela foi advertida que daria a luz um menino a quem Deus tinha que dar o trono de Davi, e que reinaria eternamente na casa de Jacó, sem que seu reino tivesse fim jamais. 

Finalmente, depois de sua ressurreição, ao encomendar aos apóstolos o encargo de ensinar e batizar a todas as pessoas, sempre e em toda ocasião oportuna se atribuiu o título de Rei e publicamente confirmou que é Rei, e solenemente declarou que lhe foi dado todo poder no céu e na terra.
Mas, além disso, que coisa haverá para nós mais doce e suave que o pensamento de que Cristo impera sobre nós, não só por direito de natureza, mas também por direito de conquista, adquirido a custo da redenção? Tomara que todos os homens, bastante esquecidos, recordassem quanto custamos ao nosso Salvador, já que com seu precioso sangue, como Cordeiro Imaculado e sem mancha, fomos redimidos do pecado. Não somos, pois, já nossos, posto que Cristo nos comprou por grande preço; até nossos próprios corpos são membros de Jesus Cristo.

domingo, 25 de novembro de 2012

SOLENIDADE DE CRISTO REI-1


A Igreja encerra o Ano Litúrgico da Igreja com a festa

de Cristo Rei,
coroando toda essa jornada.
Cristo Rei foi uma das últimas celebrações instituída pelo Papa Pio XI, 


na época em que o mundo passava pelo pós-guerra
de 1917, marcado pelo fascismo na Itália,
pelo nazismo na Alemanha, pelo comunismo
na Rússia, pelo marxismo-ateu,
pela crise econômica, pelos governos ditatoriais
que solapavam toda a Europa,
pela perseguição religiosa, pelo liberalismo
e outros que levavam o mundo e o povo
a afastar-se de Deus, da religião e da fé, 
culminando com a 2ª Guerra Mundial                      
O Papa Pio XI instituiu essa festa
para que todas as coisas culminassem
na plenitude em Cristo Senhor, simbolizado
no que diz o Apocalipse:
”Eu sou o Alfa e o Ômega, Principio e Fim
de todas as coisas.” (Ap1, 8)
Ressalta a restauração e a reparação universal
realizada em Cristo Jesus,
Senhor da vida e da história.
Nessa festa, celebra-se também
nossa participação no Reino de Deus,
sob a condição de aderirmos à verdade
trazida por Jesus,
pela qual somos caminheiros
que se dirigem à Casa do Pai,
para participarmos da mesa do Reino
e de assumirmos o compromisso do Evangelho.

A celebração, fechando o Ano Litúrgico,
traz para nós cristãos a reflexão
em torno da vida de Jesus
que significa para nós a salvação,
onde impera no mundo o pecado.
Pilatos pergunta a Jesus se ele é rei,
e Ele responde que seu reino não é
deste mundo de injustiça, ódio, morte e dor.
Ele é rei do reino de seu Pai
que, como pastor, guia a sua Igreja
neste mundo para o reino celeste.
Por isso, fazer parte desse Reino
é fazer comunhão com Ele, transformar
o mundo em que vivemos.


Jesus Cristo é rei e pastor 
que nos leva ao Reino de Deus, que nos tira das trevas do erro
 e do pecado, que nos guia
 para a plena comunhão
 com o Pai pelo amor.
Jesus se revela como
“Caminho, Verdade e Vida” (Jo 14, 6)
para que possamos imitá-lo mesmo diante
de nossas fraquezas e medos, e morrer
com Ele para participarmos de sua vitória.
Olhando o nosso mundo, vemos o sofrimento
de tantos irmãos que trazem consigo a cruz de Cristo, 
como sinal de vitória e de redenção do mundo.

Mesmo diante das nossas aflições, dores, angustias
e injustiças, não podemos ser derrotados,
mesmo quando estivermos sozinhos,
quando nos sentimos abandonados
como os discípulos abandonaram Jesus.
Portanto a amargura não poderá tomar
conta de nosso coração.
Não podemos querer entender a Deus
em seu mistério, nem duvidar de seu amor
para com todos, mas acolher tudo
por amor a Deus, como festa
de um grande banquete
do qual um dia participaremos na eternidade.

Bem-aventurados aqueles que sofrem,
são perseguidos e padecem
todo tipo de injustiças,
pois como servo bom e fiel,
um dia será acolhido
por Jesus na mesa do Reino,
e será bendito;
E Ele passando servirá aqueles que souberam
viver a justiça, a caridade
 e fazer o bem na vida dos irmãos.
É a grande promessa de Jesus para nós,
filhos benditos do Pai:
sua realeza não é deste mundo,
por isso devemos anunciar a verdade
libertando os homens do pecado, dando-lhes
uma verdadeira conversão do coração.
Jesus é a testemunha fiel da verdade,
isto é , seu desígnio de salvação do mundo.
Veio revelar com a própria vida
o grande sacrifício da cruz,
da sua paixão e morte por amor.
Nessa mesma cruz pela qual Ele atrairá
todos ao seu coração.
Tudo por amor, fonte primeira
de união com Deus.
Ele desfaz as injustiças em liberdade,
tornando grande o sacerdócio
do povo santo de Deus em que
cada um se santifica no mundo.
Ser cristão é construir o Reino de Cristo
no mundo através do serviço gratuito, fraterno
e humilde, deixando-se levar a fazer a vontade do Pai.
Você está disposto a fazer acontecer o Reino?
De que maneira?
Junto com a solenidade de Cristo Rei,
celebra-se o Dia do Leigo e da Leiga,
que possuem uma vocação especial,
muitas vezes esquecida.
Ser leigo e leiga
no mundo de hoje é um desafio.

Os cristãos leigos ocupam diversos serviços
na vida da Igreja e assumem
uma vocação particular de constituir família
e ser testemunho no meio dos outros,
como pedras vivas da Igreja e
trabalhadores do Reino de Cristo-Rei.


Padre José Cipriano Ramos Filho é pároco da Paróquia São José,
em Santa Bárbara D’Oeste-SP
http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/cristorei/11.htm
Ilustações:http://www.amiguinhosdedeus.com/2012/11/cristo-rei-para-colorir.html