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segunda-feira, 30 de julho de 2018

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

ATIVIDADES--SANTÍSSIMA TRINDADE

A SANTÍSSIMA TRINDADE

EM NOME DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO
(Mt 28,19b)

Quem é Deus?
Deus é um só em três pessoas. Ele é PAI e FILHO e ESPÍRITO SANTO.
É um Deus UNO e TRINO. É modelo de amor e de família a ser seguido pela humanidade.
Esse mistério não cabe em nossa razão, mas deve ser reverenciado e amado.
Nós chamamos esse mistério de Santíssima Trindade.

Pai - Criador - 1ª Pessoa da Santíssima Trindade
Deus é Amor. Em cada parte desse mundo maravilhoso que Deus criou, nós podemos ver o Amor infinito que Ele tem por cada um de nós. Quando nos criou, Deus nos fez a sua imagem e semelhança e nos encheu de dons. Desde o Primeiro Testamento, através dos profetas, Deus se revelou aos homens e se mostrou um Deus presente, que cuida de seu povo.

Filho - Salvador - 2ª Pessoa da Santíssima Trindade
Jesus Cristo é a revelação máxima de Deus, que por nos amar tanto, quis ficar bem perto de nós e tornou-se homem. Jesus nos ensinou que Ele é o único caminho que leva a Deus. Amou-nos a tal ponto que aceitou morrer na cruz para nos salvar. Mas ressuscitou e está vivo e presente no nosso meio!

Espírito Santo - Santificador - 3ª Pessoa da Santíssima Trindade
Jesus não quis nos deixar sozinhos, Ele sabia que quando subisse ao céu os discípulos iriam ficar tristes e se sentindo abandonados, mas todas as coisas bonitas que Ele ensinou não podiam ser esquecidas. Por isso Jesus prometeu que o Espírito Santo viria para ser nossa luz. E o Espírito Santo veio para nos dar força, coragem e alegria.

Assim é nosso Deus. Um só. Ele nos dá o exemplo de perfeita união, nos ensinando a viver em comunidade, sempre somando nossas diferenças para o bem comum.














SE VOCÊ NÃO CONSEGUIR IMPRIMIR, EU TE ENVIO POR EMAIL: marisa.afn@gmail.com

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Santíssima Trindade- UMA VERDADE PROFUNDA

Mistério que está dentro de nós 

Os encontros de nossas comunidades e nossas orações em geral são iniciados 
com o sinal da cruz, proclamando: 
“em nome do Pai, do Filho 
e do Espírito Santo”.



Recordamos o amor do Pai celeste pelas criaturas humanas,
o dom da graça que Jesus nos fez 
tornando-nos seus irmãos, 
e a comunhão com Deus que é realizada 
pelo Espírito Santo operada em nós. 
Pedimos ao Senhor que nos ajude, 
que seu mistério se renove sempre em nós.

Festejamos aniversários, 
especialmente de nascimento. 
Um dia, nascemos para a vida cristã: 
com o rito do batismo nos tornamos 
filhos de Deus. 
Porém quase nunca o festejamos. 
Nesse dia aconteceu 
um fato extraordinário, alguém realizou 
o mandamento 
que Jesus tinha dado aos apóstolos: 

“Ide por todo o mundo, ensinai a todas as gentes e batizai-as 
‘em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo’ ”
Naquele dia o mistério da Trindade, 
escondido em Deus desde sempre, deitou raiz profunda 
em nosso coração, Deus tomou posse de nós 
de modo especial.



Pertencíamos já a Deus, porque todas as criaturas 
lhe pertencem, como recorda o apóstolo Paulo: 
“Nele vivemos, nos movemos e somos”. 
Mas naquele dia, nascemos para a vida da graça; 
o Pai, o Filho e o Espírito Santo tomaram posse 
de nosso coração e nos fizeram fortes na fé.




A Igreja nos propõe hoje meditar o mistério da Trindade. 
Não uma verdade abstrata, confinada nas nuvens 
ou nos grossos volumes das bibliotecas, 
mas profunda, íntima a nós mesmos. 
Uma realidade que carregamos dentro de nós. 
Trata-se porém de um mistério, 
e o que se pode dizer de um mistério? 
Quem o compreende? 
Não devemos admirar-nos tanto; 
nossa vida se desenrola normalmente 
em meio a tantos mistérios...
é misteriosa até a corrente elétrica!

Nem mesmo os cientistas compreenderam 


até agora o que é a eletricidade; 

não é surpresa não compreender em profundidade 

o mistério de Deus.
 Sobre a Trindade, aprendemos no catecismo: 
em Deus existem três pessoas em uma só natureza. 
Não é fácil nem mesmo para os grandes cérebros, 
acostumar-se com o mistério insondável de Deus.


Existem outras perguntas. Por exemplo:
como sabemos que em Deus existem três pessoas?
Com que raciocínios abstratos, pesquisas, 

os teólogos chegaram a essa conclusão? 

A resposta é simples: 
sabemos porque Jesus nos disse; 
os apóstolos creram em Jesus;
os evangelistas escreveram;
a Igreja continua a anunciar. 
O fato é este:
Jesus anunciou aos homens o Pai e seu amor por nós;
apresentou a si mesmo como Filho;
prometeu e depois enviou aos apóstolos o Espírito Santo 
que opera sem cessar
nas nossas consciências e na vida da Igreja.
Como nos diz Jesus,
no evangelho de Mateus 28, 16-20, quando mandou aos apóstolos que fossem por todo o mundo e ensinassem a boa notícia, batizando em nome do Pai, Filho e Espírito Santo".
Temos estes pontos firmemente em nós!
Outra luz se acende se consideramos 
que Deus é amor.
Esta é a insuperável definição de Deus dada pelo apóstolo João.

Porque Deus é amor,
o mistério trinitário, é um mistério de amor.
Existe um Pai, existe um Filho.
São termos da família humana.
João Paulo II em um discurso expôs esta ideia singular:

“Deus não é uma solidão, é uma família”.
Em nossa linguagem humana,
que sabemos imperfeita, dizemos:
Deus Pai ama o Filho, 
e por sua vez é amado pelo Filho.
Esta dupla corrente de amor, em Deus, 
se faz concreta, real, torna-se pessoa: 
o Espírito Santo. 
O Espírito Santo, dizem os teólogos 
que refletiram sobre o Evangelho, 
é o amor recíproco do Pai e do Filho, feito pessoa.
Quando sentimos um impulso para o bem,
é ele que nos fala e nos assiste.
Quando fazemos alguma coisa de bom 
é a força de Deus que opera em nós.

Que a festa de Pentecostes nos ensine
a ser mais atentos ao Espírito de Jesus
que quer operar os seus prodígios
também em nós e por meio de nós.
Assim poderemos testemunhar o evangelho hoje e sempre.


Nós rezamos na liturgia:
 “Ó Pai,  que com vosso Filho e o Espírito Santo 
sois um só Deus e um só Senhor,
não uma única pessoa, mas três pessoas num só Deus; 
tudo o que revelastes,
e  nós cremos a respeito de vossa glória,
atribuímos igualmente ao Filho e ao Espírito Santo;
e proclamando que sois o Deus verdadeiro, 
adoramos cada uma das pessoas, 
da mesma natureza e igual majestade”.


quarta-feira, 1 de maio de 2013

ESPÍRITO SANTO: Diferença entre graça e dom






O que é a Graça?
Segundo o Catecismo da Igreja Católica, a graça é o favor, o auxílio gratuito que Deus nos dá para responder a seu chamado: chegar a ser filhos de Deus, filhos adotivos partícipes da natureza divina, da vida eterna.
Ao falar de graça é feita uma distinção:
a) Graça Santificante: 

É uma disposição estável e sobrenatural
que aperfeiçoa a alma para torná-la capaz de viver com Deus,de atuar por seu amor.


E esta é recebida no Batismo e quando
a perdemos pelo pecado mortal a recuperamos
no Sacramento da Confissão.



b) Graça Atual: São as intervenções de Deus em nossas vida para nos ajudar na conversão
e no crescimento em santidade
Quer dizer,são aquelas graças que Deus derrama em momentos específicos de nossas vidas em que recebemos uma luz nova sobre
a vida de Deus e a vida em Deus,
ou em um momento de tentação para poder suportá-la e vencer, ou as graças que nos são dadas em um momento de sofrimento ou prova que nos ajudam a ter a fortaleza necessária para suportá-los.


Estas graças são auxílios momentâneos da parte de Deus 
para nos ajudar em nossa vida diária.A graça aumenta
à medida que permitimos ao Espírito Santo atuar,
pela participação nos sacramentos, a oração
e a vida virtuosa, sendo tudo pelos méritos de Cristo. 
A graça nos assemelha à vida de Cristo: 
suas virtudes, forma de pensar e de agir.



O que são os dons?
Novamente voltando ao Catecismo, quando se fala de "dons" refere-se àqueles "presentes"que o Espírito Santo nos dá.
Os Dons são disposições permanentes que tornam o homem dócil para seguir os impulsos do Espírito Santo.
Os dons de santificação são aquelas disposições que nos fazem viver a vida cristã completando e levando a sua perfeição as virtudes em nossas vidas.
Estes são sete e a Igreja se refere a eles como 
"os dons do Espírito Santo".
Estes dons são recebidos no Batismo, mas estão como presentes sem abrir, logo na Confirmação voltamos a receber uma efusão do Espírito para desenvolvê-los.


Os carismas:

Além dos dons de santificação, o Espírito Santo 
nos dá carismas, dos quais São Paulo nos fala: 
"Há diversidade de carismas, mas o Espírito é o mesmo; diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo; 
diversos modos de ação, 
mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. 
Cada um recebe o Dom de manifestar o Espírito 
para a utilidade de todos." (1Cor 12, 4-7).

Os carismas são como ferramentas. 

A graça é dada a todos, mas a cada um, carismas diferentes segundo nossa missão.
Estes podem ser usados bem ou mal. Não são condição nem garantia de santidade. Já que Deus nos criou livres, os carismas podem
ser bem ou mal utilizados.

Pode ser o caso de alguém que tenha grandes dons -como o dom da palavra, cura, línguas, etc. mas não viva em graça, como foi o caso do filho pródigo que partiu da casa paterna e malgastou os bens entregues a ele.

Concluindo: enquanto a graça é participação da vida 
divina, os dons são presentes para ajudar-nos a viver 
esta vida da graça e para edificar a Igreja.


Como fiéis  que somos devemos invocar ao Espírito Santo 
e pedir-lhe que renove em nós as graças e dons que recebemos 
para que nossa vida cristã seja testemunho fiel de nosso Senhor Jesus Cristo e possamos levar 
ao mundo inteiro 
a Luz de Cristo.

domingo, 28 de abril de 2013

PENTECOSTES: O caráter divino da Igreja



“Onde está a Igreja aí está o Espírito Santo!”



Pela vida da Igreja, e sua história, podemos ver com clareza a sua transcendência e divindade. Nenhuma instituição humana sobreviveu a tantos golpes, perseguições, martírios e massacres. A sua divindade provém, antes de tudo, d’Aquele que é a sua Cabeça, Jesus Cristo. Ele fez da Igreja o Seu próprio Corpo (cf. Cl 1,18).

Podemos dizer que, humanamente falando, a Igreja, como começou, tinha tudo para não dar certo. Em vez de escolher os “melhores” homens do Seu tempo: generais, filósofos gregos e romanos, entre outros, Jesus preferiu escolher doze homens simples da Galileia, naquela região desacreditada pelos próprios judeus. “Será que pode sair alguma coisa boa da Galileia?” (Jo 1,46).

Para deixar claro a todos os homens de todos os tempos e lugares, o Senhor preferiu “escolher os fracos para confundir os fortes” (I Cor 1, 27), e também para mostrar que “todo este poder extraordinário provém de Deus e não de nós” (II Cor 4,7); para que ninguém se vanglorie do serviço de Deus.

Aqueles doze homens simples, pescadores na maioria, “ganharam o mundo para Deus” na força do Espírito Santo, que o Senhor lhes deu no dia de Pentecostes. “Sereis minhas testemunhas… até os 

confins do mundo”(At 1, 8). Pedro e Paulo, depois de levarem a Boa Nova da salvação aos judeus e aos gentios da Ásia e Oriente Próximo, chegaram a Roma, a capital do mundo na época, e ali implantaram o Cristianismo. Pagaram com suas vidas sob a mão criminosa de Nero, no ano 64, juntamente com tantos outros mártires, que fizeram o escritor cristão Tertuliano (220) dizer que: “o sangue dos mártires era semente de novos cristãos”. Estimam os historiadores da Igreja em cem mil mártires nos três primeiros séculos. Talvez isso tenha feito os Padres da Igreja dizerem que “christianus alter Christus” (o cristão é um outro Cristo).

Mas esses homens simples venceram o maior império que até hoje o mundo já conheceu. Aquele que conquistou todo o mundo civilizado da época, não conseguiu dominar a força da fé. As perseguições se sucederam com os Césares romanos, até que Constantino, cuja mãe se tornara cristã, Santa Helena, se converteu ao Cristianismo. No ano 313 ele assinava o edito de Milão, proibindo a perseguição aos cristãos, depois de três séculos de sangue.

Mesmo depois disso surgiu um outro imperador que quis acabar com o Cristianismo, Juliano, mas deu-se por vencido, e no leito de morte exclamou: “Tu venceste, ó galileu!”. Por fim, por volta do ano 380, o imperador Teodósio tornava o Cristianismo a religião do Império. Roma fora vencida pela força da fé.


“Tu és Pedro; e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja [...] e as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela” (Mt 16,18). Depois da perseguição romana, vieram as terríveis heresias. Já que o demônio não conseguiu destruir a Igreja, a partir de fora, tentava agora fazê-lo a partir de dentro. De alguns patriarcas das grandes sedes da Igreja, Constantinopla, Alexandria, etc., surgiam as falsas doutrinas, ameaçando dilacerar a Igreja por dentro. Mas, ao mesmo tempo, o Espírito Santo suscitava os grandes defensores da fé e da sã doutrina, os Padres da Igreja: Inácio de Antioquia (†107), Clemente de Roma (102), Ireneu de Lião (202), Cipriano de Cartago (258), Hilário de Poitiers (367), Cirilo de Jerusalém (386), Anastácio de Alexandria (373), Basílio (379), Gregório de Nazianzo (394), Gregório de Nissa (394), João Crisóstomo de Constantinopla (407), Ambrósio de Milão (397), Agostinho de Hipona (430),
Jerônimo (420), Éfrem (373), Paulino de Nola (431), Cirilo de Alexandria (444), Leão Magno (461) e tantos outros que o Espírito Santo usou para derrotar as heresias nos diversos Concílios dos primeiros séculos.


Assim, foi vencido o perigo do arianismo de Ário, o macedonismo de Macedônio, o monofisismo de Êutiques, o monotelitismo de Sérgio, o novacionismo de Novaciano, o nestorianismo de Nestório, além de muitos erros de doutrina.

E assim, guiada pelo Espírito da Verdade (cf. Jo 16,13), que haveria

de conduzi-la “a toda a verdade”, infalível e invencível, a Igreja foi caminhando até nossos dias. Entre tantos outros combates, venceu a própria miséria dos seus filhos, muitas vezes, mergulhados nas trevas do pecado; venceu os bárbaros que queriam destruir Roma e a fé; venceu os iconoclastas que queriam suprimir as imagens sagradas; venceu os déspotas e reis que queriam tomar as suas rédeas sagradas; venceu o nazismo, venceu a força diabólica do comunismo que fez tantos mártires; enfim, venceu… venceu… e venceu…., não com a força das armas e do ódio, mas com a força
invencível da fé e do amor.
Certa vez Stalin, ditador soviético, para desafiar a Igreja, perguntou quantas legiões de soldados tinha o Papa; é pena que não sobrevivesse até hoje para ver o que aconteceu com o comunismo. Jesus deixou a Sua Igreja na terra, como “Lumen Gentium”, a luz do mundo, até que Ele volte. Todas as outras igrejas cristãs são derivadas da Igreja Católica; as ortodoxas romperam com ela em 1050; as protestantes em 1517; a anglicana, em 1534, entre outras. Só a Igreja Católica existia no século I, no século V, no século X, no século XX; só ela tem uma história ininterrupta de 20 séculos; ensinando, sem erro, o que Cristo entregou aos Apóstolos, sem omitir nada. A sucessão dos Papas é ininterrupta desde São Pedro.
Isso é um fato inigualado por qualquer outra instituição humana em toda a história. Por isso, nenhuma outra igreja pode pretender ser a Igreja que Jesus fundou. Só ela é como Jesus quis: una, santa, católica e apostólica.

A Igreja, portanto, é mais do que uma simples instituição humana, é divina; por isso, ela é como afirmou São Paulo: “A coluna e o sustentáculo da verdade” (cf. I Tm 3, 15). Assim como aquela coluna de fogo guiou os israelitas no deserto, a Igreja nos guia até o céu. Os Padres da Igreja cunharam aquela frase que ficou marcada: “Ubi Petrus, ibi ecclesia; ubi ecclesia ibi Christus” (Onde está Pedro, está a Igreja; onde está a Igreja está Cristo).

Santo Ireneu (140-202) dizia que “onde está a Igreja aí está o Espírito Santo”. E Santo Inácio de Antioquia (†107), já no primeiro século, ensinava: “Onde está Cristo Jesus, aí está a Igreja Católica”. No século IV, Santo Agostinho repetia que: “Onde está a Igreja, aí está o Espírito de Deus. Na medida que alguém ama a Igreja é que possui o Espírito Santo [...]. Fazei-vos Corpo de Cristo se quereis viver do Espírito de Cristo. Somente o Corpo de Cristo vive do seu Espírito”.