segunda-feira, 20 de maio de 2013

Santíssima Trindade- UMA VERDADE PROFUNDA

Mistério que está dentro de nós 

Os encontros de nossas comunidades e nossas orações em geral são iniciados 
com o sinal da cruz, proclamando: 
“em nome do Pai, do Filho 
e do Espírito Santo”.



Recordamos o amor do Pai celeste pelas criaturas humanas,
o dom da graça que Jesus nos fez 
tornando-nos seus irmãos, 
e a comunhão com Deus que é realizada 
pelo Espírito Santo operada em nós. 
Pedimos ao Senhor que nos ajude, 
que seu mistério se renove sempre em nós.

Festejamos aniversários, 
especialmente de nascimento. 
Um dia, nascemos para a vida cristã: 
com o rito do batismo nos tornamos 
filhos de Deus. 
Porém quase nunca o festejamos. 
Nesse dia aconteceu 
um fato extraordinário, alguém realizou 
o mandamento 
que Jesus tinha dado aos apóstolos: 

“Ide por todo o mundo, ensinai a todas as gentes e batizai-as 
‘em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo’ ”
Naquele dia o mistério da Trindade, 
escondido em Deus desde sempre, deitou raiz profunda 
em nosso coração, Deus tomou posse de nós 
de modo especial.



Pertencíamos já a Deus, porque todas as criaturas 
lhe pertencem, como recorda o apóstolo Paulo: 
“Nele vivemos, nos movemos e somos”. 
Mas naquele dia, nascemos para a vida da graça; 
o Pai, o Filho e o Espírito Santo tomaram posse 
de nosso coração e nos fizeram fortes na fé.




A Igreja nos propõe hoje meditar o mistério da Trindade. 
Não uma verdade abstrata, confinada nas nuvens 
ou nos grossos volumes das bibliotecas, 
mas profunda, íntima a nós mesmos. 
Uma realidade que carregamos dentro de nós. 
Trata-se porém de um mistério, 
e o que se pode dizer de um mistério? 
Quem o compreende? 
Não devemos admirar-nos tanto; 
nossa vida se desenrola normalmente 
em meio a tantos mistérios...
é misteriosa até a corrente elétrica!

Nem mesmo os cientistas compreenderam 


até agora o que é a eletricidade; 

não é surpresa não compreender em profundidade 

o mistério de Deus.
 Sobre a Trindade, aprendemos no catecismo: 
em Deus existem três pessoas em uma só natureza. 
Não é fácil nem mesmo para os grandes cérebros, 
acostumar-se com o mistério insondável de Deus.


Existem outras perguntas. Por exemplo:
como sabemos que em Deus existem três pessoas?
Com que raciocínios abstratos, pesquisas, 

os teólogos chegaram a essa conclusão? 

A resposta é simples: 
sabemos porque Jesus nos disse; 
os apóstolos creram em Jesus;
os evangelistas escreveram;
a Igreja continua a anunciar. 
O fato é este:
Jesus anunciou aos homens o Pai e seu amor por nós;
apresentou a si mesmo como Filho;
prometeu e depois enviou aos apóstolos o Espírito Santo 
que opera sem cessar
nas nossas consciências e na vida da Igreja.
Como nos diz Jesus,
no evangelho de Mateus 28, 16-20, quando mandou aos apóstolos que fossem por todo o mundo e ensinassem a boa notícia, batizando em nome do Pai, Filho e Espírito Santo".
Temos estes pontos firmemente em nós!
Outra luz se acende se consideramos 
que Deus é amor.
Esta é a insuperável definição de Deus dada pelo apóstolo João.

Porque Deus é amor,
o mistério trinitário, é um mistério de amor.
Existe um Pai, existe um Filho.
São termos da família humana.
João Paulo II em um discurso expôs esta ideia singular:

“Deus não é uma solidão, é uma família”.
Em nossa linguagem humana,
que sabemos imperfeita, dizemos:
Deus Pai ama o Filho, 
e por sua vez é amado pelo Filho.
Esta dupla corrente de amor, em Deus, 
se faz concreta, real, torna-se pessoa: 
o Espírito Santo. 
O Espírito Santo, dizem os teólogos 
que refletiram sobre o Evangelho, 
é o amor recíproco do Pai e do Filho, feito pessoa.
Quando sentimos um impulso para o bem,
é ele que nos fala e nos assiste.
Quando fazemos alguma coisa de bom 
é a força de Deus que opera em nós.

Que a festa de Pentecostes nos ensine
a ser mais atentos ao Espírito de Jesus
que quer operar os seus prodígios
também em nós e por meio de nós.
Assim poderemos testemunhar o evangelho hoje e sempre.


Nós rezamos na liturgia:
 “Ó Pai,  que com vosso Filho e o Espírito Santo 
sois um só Deus e um só Senhor,
não uma única pessoa, mas três pessoas num só Deus; 
tudo o que revelastes,
e  nós cremos a respeito de vossa glória,
atribuímos igualmente ao Filho e ao Espírito Santo;
e proclamando que sois o Deus verdadeiro, 
adoramos cada uma das pessoas, 
da mesma natureza e igual majestade”.


terça-feira, 14 de maio de 2013

Dinâmica- Maria, nossa mãezinha







  • Objetivo:
Levar a criança à descoberta de como a mãe de Jesus é boa e do quanto ela quer cuidar da gente também.





(Imagem: Blog "Amiguinhos de Deus")
  • Acolhida:
Promover a integração a partir do canto:
Refrão: " Maria da Paz, da paz, da paz, ela anda pra frente ela anda pra traz. (bis)
1 - Ela pula de um lado... Ela pula do outro. (bis)
Refrão.
2 - Ela reza de um lado... ela reza do outro. (bis)
Refrão.
3 - Ela abraça de um lado... ela abraça do outro. (bis)
Refrão.
 (Se não conhecem esta música clique aqui e veja o vídeo)Logo após a música, todos rezam uma Ave Maria.

  • A Chave do encontro:
  • Fazer um lindo cartaz com a pergunta: 
  • Vamos saber como Maria cuidava de Jesus?

(Colocar os catequizandos para participar nesse momento).
"No encontro que realizei, tive catequizandos que compararam a maneira como Maria cuidava de Jesus com sua própria mãe. 
Muitos disseram que Maria trocava as fraldas, dava de mamar, 
dava carinho, amor e cuidava quando estava doente."
  • Palavra:
Proclamar Lc 2, 6-7 (adaptando ou explicando as palavras mais difíceis)
6 Quando estavam ali, chegou o tempo do parto.
7 Ela deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-o em faixas e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.
Utilizar a imagem do Menino Jesus, a manta e a cesta para tornar mais real a leitura da passagem. 
Ressaltar como Maria, a Mãe de Jesus, cuidava dele com muito amor, quando ele era pequenino, e que assim também cuida de nós.
  • Momento de Oração: 
Colocar as crianças de joelhos e mãozinhas postas diante da imagem. 
Convidar uma criança de cada vez para que também faça seu carinho em Jesus, como sua mãezinha também fez.
 Ensiná-las a repetir a seguinte oração: 
"Obrigado (a), Jesus, por que Maria é minha Mãe também."
  • Atividade Prática:
Com papel e lápis de cor, cada catequizando desenha a si e sua família, e circular a quem mais gostaria que a mamãe de Jesus, que também é nossa mãe, tomasse conta.

"Após o desenho, pedi, a quem quisesse, para dizer qual membro da família circulou e por que. Deixei-os ficar a vontade. 
Alguns se intimidaram (respeitei a atitude daqueles que não quiseram expor), alguns catequizandos demonstraram maturidade, pois circularam o papai devido a profissão ser caminhoneiro e as estradas serem perigosas, outros circularam aqueles que bebiam bebidas alcoólicas, entre outros motivos. 
O bom da dinâmica é que assim, podemos conhecer mais um pouquinho da vida de cada catequizando e orientá-los que toda graça a ser recebida vem de muita oração, fé, e perseverança."
  • Apresentar a imagem de Maria. 
Comentar que o amor e o carinho de Maria quer chegar até nós e nossas casas e que ela nos tem guardados em seu materno coração.
  • Cada criança é chamada a pegar dentro do coração de Maria o seu coraçãozinho de barbante. 

Dobrar e colocar o desenho de sua família dentro do coraçãozinho e colocá-lo no seu pescoço.

"Nossa coordenadora da catequese disse que sua sobrinha ficou o dia inteiro com o coraçãozinho de barbante no pescoço e, onde ia,  as pessoas perguntavam o que significava, a catequizanda explicava com detalhes o que tinha aprendido no encontro." 

  • Sabe o que me deixa feliz? 

"É que semeamos as sementes e elas saem pelo mundo a fora dando bons frutos."

  • Usei esta imagem de Nossa Senhora. 
O coração grande em forma de envelope, com barbante, é para guardar os corações pequenos que as crianças usarão para colocar os desenhos da suas famílias.

"Olha só minha turminha com o coraçãozinho de barbante! 
Coloquei um bolsinho feito com o papel da mesma cor do coração, e dentro desse bolsinho é que foi colocado o desenho da família feito por cada criança."
  • Após esse momento, todos seguram o coraçãozinho...

 e rezam uma Ave Maria para sua família e outra Ave Maria para a pessoa que está precisando de oração.


  • Convite:


domingo, 5 de maio de 2013

Mãe de Jesus, Mãe da Igreja e nossa Mãe






No mês de maio, somos 
convidados recordar 
o mês de Maria, 
e com Ela, o dia das mães. 
Maio nos fala da ternura, 
do afetivo, do amor e 
da família. Somos convidados 
a descobrir a riqueza do feminino, 
da mulher no Plano de Deus, 
em nossa vida, na vida da Igreja.




Particularmente somos chamados, a sempre mais, 
descobrir porque nós cristãos 
amamos e veneramos Maria 
como a Mãe de Jesus, 
nossa Mãe e Mãe da Igreja.





Maria no AT é preanunciada em sua presença e missão já no Gênesis quando Deus fala que uma mulher “calcaria a cabeça da serpente” vencendo o mal (Gen.3,15). 
Está visualizada nas grandes figuras femininas, como Ester, Judit, Rebeca, etc. Isaias a anuncia como a “virgem que nos traria o Salvador da humanidade”(Is.7,14).
No NT, não somos nós, mas a própria eternidade, Deus,
que através do anjo Gabriel a saúda, dizendo:

“Ave Maria, cheia de graça, o Senhor está contigo, bendito 
é o fruto do teu ventre Jesus”(Lc.1,28s). 
Isabel a reconhece como 
a Mãe do Salvador. “Donde me vem a honra de receber a Mãe de meu Salvador”(Lc.1,43), 
como profetiza que Maria 
“seria a bendita de todas as gerações”(Lc.1,48).




Maria não é apenas a Mãe de um grande homem, 
nem do maior dos profetas, mas a Mãe do Filho de Deus, 
do nosso único Salvador e Redentor. 
Ela gerou e educou Jesus. 
Acompanhou seu Filho amado ao longo da vida, 
da gestação até sua morte e ressurreição. 



Foi o próprio Cristo quem 
a entregou, como a Mãe de toda a humanidade, ao pé da cruz, nos momentos finais de sua vida. “Mãe, eis ali teu filho, 
filho eis ali tua Mãe”(Jo.19,26)






Ela se fez presença no Pentecostes, 
na Igreja nascente e através de toda a história 
dos dois mil anos do cristianismo.


Sem dúvida, Maria se encontra no coração 
de Deus Pai, no coração e na vida de Jesus, 
no coração da Igreja e dos povos.

Sua presença na Igreja e na humanidade nos é conhecida: 
aparece em Lourdes, para nos pedir conversão; 



em Fátima intercede pela conversão da Rússia 
e da humanidade; 
no México, Guadalupe, intervem a favor 
de nossos índios;
em Aparecida, aparece negra e
pede para reconhecermos que, brancos ou negros, somos  iguais diante de Deus.





A presença de Maria aparece diretamente  ligada 
à Promessa de Deus no AT; no NT ,como 
a Mãe de Cristo e da Igreja e também como 
mediadora entre Deus e o homem 
na história da Igreja. 
É por isto que nós cristãos 
a amamos e a veneramos.



Deus ao nos chamar à vida através de nossos pais 
nos criou “a sua imagem e semelhança”, como 
homens e mulheres, como família, onde 
o masculino e o feminino fazem parte 
da essência da natureza humana. 



Em nossa vocação humana e divina,
Maria é o feminino de Deus 
em nosso caminho para a eternidade. 

Deus é Pai com coração de Mãe,
onde Maria aparece como “o rosto materno de Deus”
a favor da humanidade.




Na passagem do mês de maio, 
nosso especial carinho e gratidão 
pela presença de cada mulher, particularmente pela existência 
de nossas mães físicas e espirituais. 

Deus, a Igreja, a humanidade 
e cada um de nós, precisamos 
de vocês, mulheres. 







Ser mulher é ser dom, dádiva, manifestação viva e encarnada no tempo, da própria ternura de Deus.
Para Jesus, fica nossa gratidão, por nos ter dado sua Mãe 
como Mãe da Igreja e nossa Mãe.

 



 Para nossas mães terrenas, que nos geraram 
para a vida, para o amor, para fé,
na passagem do dias das mães, 
 para a Mãe Igreja 
e para Deus, na Santíssima Trindade,
damos a nossa mais sincera gratidão e preces.


FELIZ DIA DAS MÃES!

Adaptado de:

Padre Evaristo Debiasi
Assistente Eclesiásitco da Ajuda à Igreja que Sofre- Brasil
Fonte: http://www.aisbrasil.org.br

quarta-feira, 1 de maio de 2013

ESPÍRITO SANTO: Diferença entre graça e dom






O que é a Graça?
Segundo o Catecismo da Igreja Católica, a graça é o favor, o auxílio gratuito que Deus nos dá para responder a seu chamado: chegar a ser filhos de Deus, filhos adotivos partícipes da natureza divina, da vida eterna.
Ao falar de graça é feita uma distinção:
a) Graça Santificante: 

É uma disposição estável e sobrenatural
que aperfeiçoa a alma para torná-la capaz de viver com Deus,de atuar por seu amor.


E esta é recebida no Batismo e quando
a perdemos pelo pecado mortal a recuperamos
no Sacramento da Confissão.



b) Graça Atual: São as intervenções de Deus em nossas vida para nos ajudar na conversão
e no crescimento em santidade
Quer dizer,são aquelas graças que Deus derrama em momentos específicos de nossas vidas em que recebemos uma luz nova sobre
a vida de Deus e a vida em Deus,
ou em um momento de tentação para poder suportá-la e vencer, ou as graças que nos são dadas em um momento de sofrimento ou prova que nos ajudam a ter a fortaleza necessária para suportá-los.


Estas graças são auxílios momentâneos da parte de Deus 
para nos ajudar em nossa vida diária.A graça aumenta
à medida que permitimos ao Espírito Santo atuar,
pela participação nos sacramentos, a oração
e a vida virtuosa, sendo tudo pelos méritos de Cristo. 
A graça nos assemelha à vida de Cristo: 
suas virtudes, forma de pensar e de agir.



O que são os dons?
Novamente voltando ao Catecismo, quando se fala de "dons" refere-se àqueles "presentes"que o Espírito Santo nos dá.
Os Dons são disposições permanentes que tornam o homem dócil para seguir os impulsos do Espírito Santo.
Os dons de santificação são aquelas disposições que nos fazem viver a vida cristã completando e levando a sua perfeição as virtudes em nossas vidas.
Estes são sete e a Igreja se refere a eles como 
"os dons do Espírito Santo".
Estes dons são recebidos no Batismo, mas estão como presentes sem abrir, logo na Confirmação voltamos a receber uma efusão do Espírito para desenvolvê-los.


Os carismas:

Além dos dons de santificação, o Espírito Santo 
nos dá carismas, dos quais São Paulo nos fala: 
"Há diversidade de carismas, mas o Espírito é o mesmo; diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo; 
diversos modos de ação, 
mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. 
Cada um recebe o Dom de manifestar o Espírito 
para a utilidade de todos." (1Cor 12, 4-7).

Os carismas são como ferramentas

A graça é dada a todos, mas a cada um, carismas diferentes segundo nossa missão.
Estes podem ser usados bem ou mal. Não são condição nem garantia de santidade. Já que Deus nos criou livres, os carismas podem
ser bem ou mal utilizados.

Pode ser o caso de alguém que tenha grandes dons -como o dom da palavra, cura, línguas, etc. mas não viva em graça, como foi o caso do filho pródigo que partiu da casa paterna e malgastou os bens entregues a ele.

Concluindo: enquanto a graça é participação da vida 
divina, os dons são presentes para ajudar-nos a viver 
esta vida da graça e para edificar a Igreja.


Como fiéis  que somos devemos invocar ao Espírito Santo 
e pedir-lhe que renove em nós as graças e dons que recebemos 
para que nossa vida cristã seja testemunho fiel de nosso Senhor Jesus Cristo e possamos levar 
ao mundo inteiro 
a Luz de Cristo.